Carmen: Entre a cruz e a espada da reforma

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Deputada Carmen Zanotto (PPS) frequenta aquela lista de parlamentares indecisos sobre a reforma da previdência. Na verdade a deputada não está indecisa no sentido pleno da palavra. Ela torce para que venha uma proposta alternativa que endureça menos as regras para aqueles que buscam a aposentadoria. Por isso a postura de não antecipar se vota contra ou a favor da referida reforma.

PRESSÃO AQUI E ALI

A deputada lageana sofre pressão dos dois lados. Os empresários, representados através de entidades, pedem o voto pela aprovação da reforma. Há entendimento que com novas regras, haverá um aceno para o crescimento do País, repercutindo na economia. E entidades sindicais reivindicam à parlamentar que ela se posicione contra.

PEDIDO DO SIMPROEL

Prova dessa pressão foi a presença em seu gabinete da diretoria do Simproel. O sindicato que representa mais de mil profissionais da Educação de Lages pede que Carmen Zanotto vote contra a reforma.

Presidente, Elaine Moraes, a vice, Carmen Camargo, o diretor Sérgio Campos e a tesoureira, Inez Varela de Melo entregaram documento pedindo voto contra a reforma previdenciária

POSIÇÃO DO SIMPROEL

“A Reforma da Previdência é uma atrocidade contra os brasileiros, e esperamos que a representante de Lages na Câmara dos Deputados, e os demais parlamentares, votem contra o projeto e a favor dos trabalhadores”, diz a presidente do Simproel, Elaine Moraes.

O SIGNIFICADO DA REFORMA

Pegue o exemplo do magistério lageano, considerando a hipótese da aprovação da reforma previdenciária. Atualmente há professores aposentados com benefício de R$ 8 mil mensais. Alguns com R$ 10 mil por mês e há até quem ganhe mais de R$ 15 mil de aposentadoria. Valores, naturalmente, conquistados ao longo da carreira, absolutamente dentro da legalidade. Com a reforma, haverá um teto de R$ 5.500,00 e nenhum profissional da Educação se aposentará com valor superior a esse.

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4 COMENTÁRIOS

  1. Repetindo: o dilema de Carmen: ficar com quem financia suas campanhas – empresários – ou com quem lhe outorgou o mandato – os trabalhadores. Pelo jeito ela quer ficar com os votos, mas não desagradar os financiadores. Convenhamos, o dilema é grande. Deve estar torcendo para que a votação seja adiada para após a eleição.

  2. Por isso mesmo a reforma é necessária…Essa pessoa que ganha 8.000, 10.000, 15.000 ou mais contribuiu sobre o teto máximo da época, que era menor, logicamente, que os 5.645 de hoje. É justo isso ? Não tem sistema previdenciário que suporte isso. Se funcionários públicos recebem isso, imaginem deputados, senadores e outros que contribuíram sobre um valor menor e recebem 5, 10 vezes o valor do teto. Vai chegar uma hora que não vai ter como pagar nem o salario mínimo daquele que contribuiu sobre um salário mínimo. Vamos cortar os privilégios ! Ganhar sobre aquilo que realmente contribuiu.

    • Servidor público não paga sobre teto, paga sobre o total da remuneração. Mas concordo que deveria ser calculada conforme a media das contribuições e não sobre a ultima remuneração (como é o caso de quem entrou antes de 2003 no serviço público.

  3. Servidor público sofre um discurso altamente desabonador, somente deputados e altos cargos da fazenda ganham salários altos, a maioria dos servidores são salários baixos, vão pesquisar em vez de falarem bobagens e parem de colocarem todos em um mesmo saco, não há esta quantidade de privilégios que os idealizadores de Temer publicam por aí, querem acabar com o serviço público , mas reclamam quando vão em um posto e não há atendimentos, ficam lendo as bobagens publicadas na mídia e patrocinadas pelo governo.

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