PSD: Bastidores de um partido quase partido

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Existem dois noticiários sobre os passos e descompassos do PSD em Santa Catarina. Na Capital se fala em um partido dividido, enquanto no interior o foco tem sido acelerar a chamada operação presença de olho na potencialização do nome do PSD para a sucessão de Colombo/Pinho. “Não mudou nada o projeto. Conversei bastante com o governador (Colombo) semana passada e tenho feito isso com Merísio também. O foco é aquele: cada sigla com nome em potencial tem seu pré-candidato”, aponta o prefeito de Lages, Antônio Ceron.

FORTALECIMENTO NO SUL

Pré-candidato Merísio iniciou um projeto denominado sabatinas regionais. Ele percorre as regiões onde tem ADR e participa de debates com segmentos. Na sequência ocorre um encontro com lideranças da região. Nesta semana Merísio desce a Criciúma. No Sul do Estado há o foco maior de insatisfação com ele por causa da prisão de João Rodrigues.

QUE INSATISFAÇÃO?

Alguns prefeitos e vereadores do PSD – ligados a João Rodrigues – não tiram da cabeça que quem colocou o deputado atrás das grades foi Merísio (como se este tivesse poder para isso!). Daí que o encontro no Sul é emblemático para fortalecer o pré do PSD ou esse ter uma resposta de tal insatisfação dos rodriguistas.

João Rodrigues chegou a declarar apoio ao projeto de Merísio. Depois a mosca azul (também pode chamar de Júlio Garcia) o incentivou a entrar na disputa para ser o pré do PSD. Daí veio a condenação, a prisão e uma insatisfação de seu grupo que, equivocadamente, atribui a Merísio o poder no STF para decidir por esse inferno astral de Rodrigues

DEBANDADA PARA O DEM?

Ainda ontem colega de Itajaí indagava se tinha procedência a informação que corre sobre a ida de Colombo para o DEM. O governador licenciado lideraria um grupo do PSD rumo ao Democratas. Bobagem. Colombo jamais deixaria um partido que ele estruturou como governador, colocando um carimbo positivo, para se aventurar numa sigla diferente. É fato, no entanto, e o próprio prefeito Ceron nos confirmou isso, que existe um interesse de João Paulo Kleinubing em migrar para o DEM. “Queremos demovê-lo da ideia porque o João Paulo é muito importante para o PSD”, aponta o prefeito de Lages.

Ceron com Merísio (e João Alberto à esquerda): Projeto traçado lá no passado de cada sigla ter seu pré-candidato está de pé. “Merísio tem trabalhado muito”.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Um bando enorme de ratos gordos e gulosos, disputando um minguado pedaço de queijo… Meu desejo é que este pedaço de queijo esteja recheado de “Jimo Rat”…

  2. Sobre a entrevista à Rádio Clube no tocante ao vereador Vone, temos que discordar do posicionamento do senhor Prefeito quando sustenta não ver imoralidade, mas irregularidade.
    Veja, o nobre vereador não é novato no mandato, pois, salvo engano, está eu seu segundo mandato, isso consecutivamente.
    Quando da assunção do cargo legislativo, lá em 2013, o vereador, acredito eu, jurou solenemente zelar pelo cumprimento das leis, cumpri-las e fiscalizar sua aplicação.
    Dessa forma, não é tolerável, a essa altura do campeonato, tentar de alguma forma ludibriar o cidadão lageano dizendo que seus atos se deram dentro da lei ou, em último caso, que não sabia dessa vedação. Esta última, por sinal, seria um tiro no pé.
    A Lei Orgânica Municipal é muito clara quanto às vedações a serem observadas e seguidas pelos vereadores (art. 40), cuja sanção, caso infrinja qualquer das proibições, é a perda do cargo (art 41).
    Além de ilegal, senhor Prefeito, é imoral!
    A contratação de serviços da empresa do vereador é ilegal, conforme determina a Lei Orgânica, como também, é imoral.
    Imoral porque tanto o Poder Executivo quanto o vereador conhecem perfeitamente essa vedação e, ainda, porque a contratação se deu pela via da dispensa de licitação, uma vez que tais serviços, se necessários, deveriam ser precedidos de licitação, tendo em vista a viabilidade de competição e obtenção de uma proposta efetivamente mais vantajosa à Administração.
    Nem mesmo o discurso de que o contrato obedeceu à cláusulas uniformes caberia, haja vista que contratos com cláusulas uniformes, segundo o entendimento doutrinário e jurisprudencial predominante, são aqueles oferecidos, indistintamente, a todos os cidadãos, com condições idênticas.
    Sob essa ótica, senhor Prefeito, entendo ter havido, inclusive, violação aos princípios que norteiam a Administração Pública, tais como o da legalidade, da impessoalidade e da moralidade, bem como, a dispensa indevida do processo licitatório.
    São crimes punidos segundo a lei de Improbidade Administrativa.
    Neste caso, porque os órgãos de controle interno do Poder Executivo e do Legislativo municipal não atuaram?
    Me parece muito clara a imoralidade também, senhor Prefeito.

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