Morte na 282: Caminhoneiro embriagado

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Policiais rodoviários fizeram o levantamento do acidente na BR-282 na altura do Km 184 (alguns metros antes da ponte sobre o rio Ponte Alta) entre Bocaina e a localidade de Pessegueiros. De acordo com os dados levantados pelos policiais, o reboque do caminhão utilizado para o transporte de pinus ‘deu uma rodopiada’ e invadiu a contramão. Por causa da manobra, o caminhão baú que estava no sentido contrário, acabou atingido.

EMBRIAGUEZ DO CAMINHONEIRO

Parece improvável que logo às 6h20min da manhã seja possível encontrar um motorista embriagado, ainda mais numa rodovia federal. Mas infelizmente isso se confirmou a partir do teste de bafômetro aplicado ao motorista do caminhão de pinus. Ele apresentava 0,63 mg/l de álcool, caracterizando a embriaguez. Os policiais conduziram o motorista à delegacia da Polícia Civil para as providências.

Condutor do caminhão baú foi atingido pela carreta e acabou vindo a óbito no local da colisão. Por respeito à família da vítima, a PRF não antecipou o nome do condutor que faleceu, visto que, nessa situação, primeiro se procura levar a informação aos familiares. Mais tarde se confirmou que a vítima fatal se trata de Estefano Kocav. Ele tinha 51 anos e conduzia o caminhão baú com placas de Palhoça e que estava carregado.

 

QUANDO CHEGA A HORA…

Colega Jatir Fernandes do Notícia no Ato colheu informações de que Diego Renato Luciano, 29 anos, que era caroneiro no caminhão baú, foi conduzido com escoriações leves ao Hospital Nossa Senhora dos Prazeres. Porém, ele não permaneceu no hospital. Quando um policial foi ao local levantar informações, Diego já teria deixado a emergência. A princípio, a informação, pelo que levantou Jatir Fernandes, Diego era o motorista do caminhão e Estefano – que morreu na colisão – era um amigo dele que viajou com o mesmo, vindo a falecer de forma trágica e lamentável.

 

O QUE PODE ACONTECER COM

O CAMINHONEIRO EMBRIAGADO

Situação ocorrida na BR-282 levará o motorista do caminhão – ao se confirmar a situação descrita na ocorrência da PRF – a sofrer uma pena de 6 meses a 3 anos. Ele ainda será multado e terá CNH suspensa ou sofrerá proibição de obter o documento. De acordo com a legislação ainda vigente, o motorista pode responder em liberdade a partir de fiança arbitrada pelo delegado de polícia. E, se condenado, prestar serviços e não ficar preso.

PORÉM TEM MUDANÇA

A partir de 20 de abril, após os 120 dias da publicação da lei n.º 13.546/17, casos de morte como esse na BR-282 resultará em pena de reclusão de cinco a oito anos, e suspensão ou proibição do direito de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor. E a fiança somente pode ser arbitrada pelo Magistrado e não mais pelo Delegado.

Imagem: Corpo de Bombeiros/SC

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