Carmen: ‘Risco’ enfermagem à distância

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Deputada federal Carmen Zanotto classificou de ‘risco real’ para os pacientes os cursos de enfermagem a distância, como prevê proposta em tramitação na Câmara. Ela aponta que:

“Não podemos imaginar a aprovação de um curso de enfermagem, em que grande parte do conteúdo foi realizado por ensino à distância. Isso é um risco real aos pacientes. Chegou a hora de discutirmos que tipo de profissional queremos entregar para a sociedade”.

AINDA SOBRE O ASSUNTO

O projeto polêmico vem dividindo opiniões desde a tramitação na Comissão de Educação, quando foi aprovada alteração permitindo incentivo a esses cursos, apesar de o projeto original proibir o incentivo do governo ao desenvolvimento e veiculação de programas de ensino a distância em cursos da área de saúde. “O profissional só saberá repassar os sintomas de um paciente se receber esse treinamento durante sua formação acadêmica”.

ELA DISSE MAIS: “O ensino à distância na área de enfermagem afasta os estudantes da prática do dia-a-dia. Não podemos colocar em risco a saúde da população”.

 

CORPORATIVISMO?

Atualizamos a informação do posicionamento de deputada Carmen Zanotto, inserindo aqui alguns contrapontos recebidos. O entendimento é de que a parlamentar, que é enfermeira, posiciona-se de forma corporativa e não numa visão mais ampla e social. Postura que permitiria que mais pessoas buscassem conhecimento e formação, no sistema diferenciado de aprendizagem, mas não menos importante. Até porque, à medida que ocorre a formação, profissionais de enfermagem (inclusive aquelas já formadas no ensino presencial), são submetidas à atualização constante nas estruturas onde atuam, quer na área pública ou privada. Ou seja, não seria o ensino à distância que tornaria uma profissional menos enfermeira que aquela qualificada no ensino presencial.

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3 COMENTÁRIOS

  1. Penso que, risco grande mesmo, é termos uma pessoa, corporativista na sua essência, querendo nos representar. Isso sím é risco. Ensino à distância é uma realidade de eficiência comprovada. O crescimento e aceitação da modalidade, falam por sí.

  2. Sr. Varela acusar a Deputada de corporativismo, é uma forma de diminuir para as pessoas leigas, o risco que é o Ensino a distancia de todas as áreas da saúde. É preocupante sim que a ganancia de entidades em arrecadar dinheiro a qualquer custo leve ao detrimento a qualidade de ensino, veja bem existem áreas onde podemos aferir que a teoria é ampla e majoritária na academia, entretanto algumas áreas (não só a saúde) requer um acompanhamento presencial e na saúde isso é essencial. Espero que esta proposta não seja aprovada e sim firmemente rechaçada.

  3. Apesar de minhas críticas em relação a Carmen, confabulo da opinião de que algumas áreas pode haver o uso do ensino a distância, mas há setores em que se tata estritamente com o individual humano e deve haver uma interação entre o profissional, o paciente, a faculdade, estágios e práticas vivenciadas. Claro que para as faculdades é barato o ensino a distância, sem precisar de toda uma estrutura presencial, houve um caso de uma faculdade querendo criar um curso de medicina veterinária a distância que no caso foi abortado a tempo, mas a ânsia de lucrar em um capitalismo selvagem leva ao desatino de não pensarmos mais racionalmente.

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