Marin só retém pilas para manter Câmara

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Porque a informação foi exclusiva aqui para a página e na Hora da Corneta da Clube FM 98,3 é importante resgatar o assunto. Presidente Luiz Marin apontou que não guardará na conta bancária da Câmara nenhum pila a mais que não seja necessário para custear as despesas. “Não vamos manter sobras para distribuir no final de ano para esta ou aquela aquisição”, relata Marin, embora respeite a postura diferente adotada pela antecessora Aida Hoffer.

VALORES A MAIS QUE CHEGAM

Colega Olivete Salmória tem questionado em sua página e na nobre coluna do Correio Lageano – a partir da informação que publicamos – que a Câmara de Vereadores está recebendo mais do que gasta neste quadrimestre. Foram quase R$ 900 mil mensais, pelo que aponta o portal transparência. Se não é para ficar com sobras, o que estaria fazendo o legislativo com tanta bufunfa? É a dúvida que a jornalista acaba plantando na cabeça de todos nós.

ENTRETANTO, OCORRE QUE…

Marin está fazendo a retenção – e ele já havia dito isso – para despesas anuais da Câmara. Assim, já estão sendo guardados valores para custear 13.º, férias e outros compromissos de custeio. Essa seria a diferença entre o que está se torrando mensalmente e a beiradinha a mais que chega à conta. “Não reteremos sobras. Não é papel do vereador fazer concessões financeiras para aquisições e até obras. Isso é atribuição exclusiva do prefeito”.

TRANSPARÊNCIA

Presidente Marin lembra que em tempos de transparência e acompanhamento rigoroso de várias estruturas – e inclusive da imprensa – não há hipótese de não se dar destinação dos minguados pilas que chegam à Câmara para outro propósito, mas apenas para aquilo que se propõe. “É tudo transparente”.

Marin (centro) insiste que não haverá retenção de sobras para repasses no final do ano por entender que não é tarefa de vereador tal atribuição.

PERCENTUAL DE REPASSE À CÂMARA

Pela legislação, a Câmara de Lages teria direito de até 6% da arrecadação. Estamos falando, portanto, de até R$ 1.800.000,00 mensais. Entretanto, o legislativo recebe a metade desse percentual – cerca de 3% da arrecadação. E pela análise de gastos, aquilo que se efetivamente gasta (excetuando despesas extras como 13.º e outros custeios) é pouco superior a 2% da arrecadação média de R$ 30 milhões do município mensal.

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