Lages: Bem na Saúde, mal no emprego

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Há um remoer aos dados que divulgamos no mês passado – dia 29 de junho – sobre o Índice Firjan que mede o desenvolvimento das cidades a partir de investimentos no tripé: Educação, Saúde e política para a geração de empregos.

DÁ PARA COMPARAR?

Não tem como comparar a realidade de um município pequeno com um de maior porte. É que se torna mais fácil – em regra – conseguir bons índices num município menor e mais enxuto que naqueles municípios cujas demandas são maiores e mais abrangentes, como Lages, por exemplo.

DAÍ QUE…

A posição de Lages no Ranking Firjan merece como interpretação a teoria do copo meio cheio e meio vazio. Aqueles que torcem pela cidade visualizarão uma retomada já que o índice é melhor que o ano anterior. Estão vendo, portanto, o copo meio cheio. Também tem aqueles que preferem ver nos índices o copo meio vazio.

REGISTRE-SE QUE…

Essa melhoria no índice, colocando Lages entre as 85 cidades com melhores resultados em geração de emprego, investimentos em Saúde e Educação, foi fruto do esforço da administração Elizeu e Toni. Isso mesmo, os dados informados neste ano se referem ao último ano da administração anterior. Observe:

Como se verifica no gráfico, Elizeu pegou a administração e em 2013 jogou a cidade lá em cima (o melhor índice de todos os tempos). Depois houve uma recaída em 2015 – por causa da crise – mas em 2016 apresentou retomada, que é o índice divulgado agora em 2018.

SAÚDE MUITO BEM,

EMPREGO, NO ENTANTO…

Outro dado absoluto no Índice Firjan diz respeito a investimentos por área. Observe-se que de forma individual, o investimento em Saúde – apesar de reclamações e alguns gargalos – está bem. É o melhor índice do tripé chegando a 0,82 numa escala até 1,0. Porém, o patinho feio é o setor de geração de emprego que nem chega aos 0,7.

Nesse gráfico está a média de 2016 e o investimento individualizado pelos segmentos que formam o tripé do Índice Firjan sobre Lages.

EM TEMPO

Em 2019 a Firjan (que equivale à Fiesc só que do Rio de Janeiro) apresentará dados sobre o primeiro ano da gestão de Ceron (2017). Daí é possível fazer um comparativo se houve evolução ou não em termos de investimentos/resultados nas três áreas. Arriscaria dizer que em termos de política de geração de empregos seguiremos com uma nota que ‘não dá para passar de ano’.

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2 COMENTÁRIOS

  1. É claro que em Santa Catarina há municípios pequenos, a maioria de tradição européia que apresentam ótimas referências em vários índices que medem a qualidade de vida em seus locais e como são pequenos, como o blogista falou as demandas são menores, do que em uma lages em que não temos esta tradição européia e muito ,menos um planejamento adequado, o que no faz ser uma fábrica de contradições e a leitura desta pesquisa assusta de sobremaneira quem não possui a reflexão sobre o tema, mas estar entre municípios pequenos que não possuem uma parte de nossa arrecadação é deveras preocupante.

  2. Névio, tenho uma leitura fácil: maus gestores públicos, baixo índice de escolaridade, desemprego alto, saúde deficiente. Em resumo: lages está muito abaixo da média no desenvolvimento socioeconômico.

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