Luto: Perdemos o policial Aires e o Kaneko

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Além do falecimento de um grande amigo nosso, Elton Thomas, da Industrial Curvo Glass em Passo Fundo, vítima de uma parada cardíaca na sexta-feira, que nos causou profunda tristeza, em Lages outras duas mortes de pessoas com as quais convivemos, causou-nos profunda consternação. Uma das mortes foi do professor Milton Kaneko. Ele e o professor Mafra foram responsáveis pelo nosso gosto pelo handebol nos tempos de Colégio Maria Quitéria na Vila Militar. Paciencioso e parceiro, Kaneko era daquelas pessoas iluminadas, incapaz de um comportamento que desagradasse.

Neste final de semana acontece em Lages o Encontro de Carros Antigos. O registro acima é do professor Kaneko no encontro do ano passado com o Agessander Souza no parque Conta Dinheiro. Esse é o nosso japonês que ajudou a construir o nosso gosto pelo esporte e nos despedimos dele com profunda tristeza!

Outra morte lamentada é desse cidadão. Aires Cruz. Ele era policial Civil em Lages, com o qual convivi principalmente entre 1996 e 2001 quando trabalhamos no Correio Lageano, especialmente como setorista policial. Calma, tranquilo, cuidadoso, Aires era portador de um conjunto de atributos que farão lembrarmos dele com carinho e respeito.

UMA HISTÓRIA MINHA COM AIRES E

O PESSOAL DA POLÍCIA CIVIL DE LAGES

Chegou uma etapa da minha vida que decidi ser policial. Tanto que passei num dos mais difíceis concursos e cheguei a fazer parte da Academia da PCDF. E o gosto pela peleia veio de um ‘intensivo’ com a equipe que Aires Cruz fazia parte, liderada pelo lendário delegado Marlus Malinverni. Certa feita, eu como repórter do SBT na década de 1990, fomos acompanhar uma perseguição da equipe policial a assaltantes no interior de Otacílio Costa. Os policiais, liderados in loco por Marlus, perseguiram os tchês num reflorestamento. Na adrenalina, quando vimos estávamos junto com os policiais na perseguição no estilo Aqui & Agora. Aires, ao me ver, lançou mão de um revólver 38 e sugeriu: “Só atire se tiver certeza”. Logo eu que nunca havia pego um revólver na vida. Não foi preciso atirar, mas gostei da ideia. Daí o gosto pela peleia.

Periga até que essa imagem compartilhada pelo filho de Aires, o jornalista Patrick Cruz, seja lá os descampados de Otacílio Costa. A equipe com o próprio Marlus Malinverni, Levi Inácio Filho, Arno com seu inseparável cachorro capa preta e, ao centro, o todo orgulhoso e agora saudoso, Aires Cruz. Bons tempos!

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