Economia

Lages está bem até com dados ruins

Diretor da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Amauri Bacci, meio que a combater os dados horríveis da geração de empregos no mês de dezembro, fez um levantamento dos últimos cinco anos. Liberamos o inteiro teor nos comentários e puxamos a observação dele de que “a análise de um número não pode ter um olhar simplista apenas”.

ASSIM

Bacci olha os dados de forma menos simplista e cita que “analisando os números de Lages, verificarmos que dos últimos 5 anos – embora tenham sido fechadas 470 vagas -, este foi o melhor dezembro e ano, pois historicamente nossa queda em dezembro sempre foi pior que esta”. Ele aponta os números

Dezembro de 2015 = – 535 vagas

Dezembro de 2016 = – 630 vagas

Dezembro de 2017 = – 586 vagas

Dezembro de 2018 = -768 vagas

Dezembro de 2019 = -470 vagas

APONTA AINDA

Das principais economias dos Estado Lages foi a que teve a menor queda. As cidades com trabalho temporário de Verão, Florianópolis e Balneário Camboriú, tiveram saldo positivo e São José que teve em saldo negativo de -223 vagas. Outras cidades como:

Blumenau = Dezembro – 3.822

Joinville = Dezembro – 1.785

Jaraguá = Dezembro – 1.560

Itajaí = Dezembro – 1.237

Tubarão = Dezembro – 855

Criciúma = Dezembro – 847

Chapecó = Dezembro – 719

Em outras palavras: Lages foi mal, mas a média geral foi pior em termos de fechamento de vagas em dezembro. O que, naturalmente, numa visão não simplista, não serve de comemoração. Mas também de lamento!

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Economia

Casan ou Semasa: Quem cobra menos tarifa?

Porque bem devereda apareceria um vereador – e até algum costurador de rede social – aplaudindo a ‘boa notícia’ do fim do consumo mínimo de água anunciado pela Casan e incitando que a Semasa adote a mesma política em suas tarifas, trocamos dois dedos de prosa com o secretário Jurandi Agostini para entender a dinâmica. E antecipamos: não é vantagem ao lageano que a Semasa adote o modelo da Casan.

ENTENDA A RAZÃO

Interpretando melhor essa ‘novidade’ anunciada pela Casan, observa-se que a empresa passa a cobrar R$ 29,49 pelo ‘aluguel do hidrômetro’. Tem hidrômetro instalado, o valor é R$ 29,49. E se pagar a mais cada gota de água que consumir. É verdade que é uma estratégia para economizar água, visto que, quanto mais se gasta, mais paga. E antes se gastava até 10 metros cúbicos e pagava o mesmo R$ 45,19.

QUANTO CUSTARÁ?

Numa matemática simples: Cliente da Casan pagará R$ 29,49 pela tarifa de serviço (por ter hidrômetro) e R$ 1,96 para cada metro cúbico consumido. Se consumir os mesmos 10 metros cúbicos pagará mais R$ 19,60. Ou seja, ao invés dos atuais R$ 45,19 passará a pagar R$ 49,09. Ou seja, a mudança só é boa para quem gasta menos de 10 metros cúbicos por mês.

E A SEMANA O QUE COBRA?

Enquanto a Casan vinha cobrando R$ 45,19 pelos até 10 metros cúbicos mensais, pela mesma quantidade a Semasa cobra R$ 31,36. Jurandi Agostini aponta que não é interessante para o consumidor alterar o sistema de cobrança. “As pessoas vão pagar mais do que pagam atualmente. Nossa tarifa é mais baixa”. Jura tem razão e uma conta simples confirma isso.

Secretário Jurandi, nesse registro no trecho, faz as contas e garante que o sistema de cobrança da Semasa é mais vantajoso ao consumidor

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Economia

Casan deixará de cobrar consumo mínimo

Acabou a tarifa de consumo mínimo da Casan naqueles 195 municípios onde a empresa opera. Atualmente, mesmo que o cliente não gaste nada de água num mês, paga o equivalente ao consumo de 10 metros cúbicos no valor de R$ 45,19. Isso acaba a partir de março. Mas continuará havendo uma cobrança mínima, embora menor.

QUANTO?

A Casan passará a cobrar a tarifa pela disponibilidade do serviço. Ou seja, só para ter o hidrômetro ligado à rede, o cliente passará a pagar R$ 29,19 por mês. “E a partir daí uma cobrança pelo consumo efetivamente apontado no hidrômetro”. Segundo o diretor financeiro da empresa, Ivan Gabriel Coutinho, a mudança quer estimular o uso mais consciente de água. “Quem economizar mais, pagará menos”.

50% VÃO REDUZIR GASTO

Pelos dados atuais do cadastro da empresa, pelo menos 50% dos usuários terão redução na tarifa. Outros 16% que antes não eram estimulados a economizar – pois pagavam a tarifa de consumo mínimo – agora serão incentivados a reduzir o consumo e, assim, pagar uma fatura menor.

154 LITROS POR DIA

O Gerente Comercial, Paulo Peressoni, alerta que “aproximadamente 40% dos usuários poderão pagar mais pela nova tabela, caso não reduzam seu consumo atual”. O consumo médio dos moradores de Santa Catarina é de 154 litros/dia.

Esta será a nova tabela de cobrança da Casan com vigência a partir de março

CASAN NA SERRA

Exceção de Lages, todos os demais municípios da chamada região da Amures são atendidos pela Casan. A empresa fez investimentos recentes em rede de esgoto nos municípios de São Joaquim e Otacílio Costa.

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Economia Serra SC

Empregos: 2019 fechou positivo na Serra

Mês de dezembro foi ruim para a geração de empregos. Isso se verificou em Lages, Santa Catarina e no Brasil. Observando dados de outros anos, esse comportamento da economia é normal, com encerramento de contratos de trabalho formal.

COMO FOI NA SERRA?

Considerando dados do Ministério do Trabalho, nos municípios da Amures, quatro dos dezoito municípios não apresentam dados positivos. No caso de São José do Cerrito e Palmeira, os dados não são positivos e nem negativos, visto que na matemática de admissões e demissões, ambos os municípios fecharam com zero de vagas. Os empregos formais não apresentaram alteração em relação a 2018.

OS QUE MAIS GERARAM

Lages lidera a geração de empregos, numa realidade normal, visto que é a cidade polo. Considerando a população de 26.000 habitantes, São Joaquim aparece muito bem. No ano foram geradas 254 vagas a mais que as demissões. Proporcionalmente empregou bem mais que Lages. Depois de São Joaquim aparece Correia Pinto com o dado positivo de 176 empregos criados e Otacílio Costa também fechou bem com 139 vagas a mais que as demissões.

São Joaquim foi o segundo município da Serra Catarinense a gerar mais empregos em 2019. Ficou atrás apenas de Lages

FECHARAM NO VERMELHO

Campo Belo do Sul fechou 73 vagas de empregos ano passado. E Capão Alto registrou seis a menos. Foram os municípios que fecharam o ano demitindo mais que empregado entre os 18 da Amures.

OS OUTROS DA AMURES

Naquela condição de estabilidade aparecem Urubici (+46), Bocaina (+41) e Bom Retiro (+36). Ainda temos Painel gerando 29 empregos a mais e Ponte Alta com 20 vagas criadas. Os demais municípios não citados aqui da Amures fecharam positivo, mas com menos de 13 vagas geradas em relação às demissões ocorridas.

Otacílio Costa (foto), Correia Pinto, São Joaquim e Lages, no somatório, geraram juntos 1.489 vagas a mais que as demissões ocorridas nos diversos setores da economia em 2019

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Economia

O que eles têm em comum? Produzem cerveja!

Ali nas margens da BR-282 na saída para o Cerrito está quase pronta uma cervejaria que pode ser a referência da versão artesanal aqui em Lages. Mas a crença dos empreendedores desse segmento vai além.

INCLUSIVE

Há rótulos que já conquistaram prêmios, como a Princesa da Serra cujo um dos sócios, Eli Carneiro, toca também o Galpão Capão do Cipó. Mas do Cerrito a São Joaquim, temos muitas cervejas artesanais que se destacam no paladar e no mercado.

E POR CAUSA DISSO…

A Associação Empresarial de Lages está abraçando esses empreendedores, que acreditam no nicho do mercado cervejeiro artesanal, abrindo as portas para que formem um núcleo. Eles já vinham pensando nesse sentido e, neste ano, reuniram-se e já receberam as primeiras orientações.

ASSIM

O foco é o associativismo, visto que as artesanais não concorrem entre si. Elas somam, agregam-se e colocam no mercado, ao consumidor, essa opção diferenciada, para aqueles que bebem menos, mas bebem melhor.

Parte do grupo que integrará o núcleo na Acil. Na primeira reunião, a consultora de núcleos Josiely Medeiros apresentou a metodologia do Programa Empreender 

RÓTULO QUE JÁ EXPERIMENTAMOS

MADE IN SERRA CATARINENSE

Princesa da Serra

Guedbeer

Eiswasser

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Este é outro rótulo produzido nestes pagos. Tudo com muita qualidade e profissionalismo como detalha a página da marca neste link.

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Economia

Emprego: Dezembro horrível para Lages e SC

Governo do Estado engoliu seco os péssimos números da geração de empregos no mês de dezembro e disparou release comemorando os dados do ano inteiro de 2019. Se o último mês do ano foram fechadas 24.316 vagas de trabalho em Santa Catarina (o equivalente a quase a população de São Joaquim), no geral o Estado fechou o primeiro ano de Carlos Moisés positivo com 71.406 vagas criadas a mais que as demissões ocorridas.

Gráfico que a Secom distribuiu ilustrando a geração de empregos em SC. Não fosse a derrapada de dezembro, teríamos uma marca ainda mais histórica na faixa de 90 mil empregos gerados. Mas os 71 mil a mais de vagas criadas que as demissões ocorridas, para ruim não serve!

 

VERMELHO LÁ E AQUI

Se em âmbito de Estado o dezembro foi horrível, não é diferente a realidade divulgada pelo Ministério do Trabalho (através do CAGED) sobre o município de Lages. Foram fechadas 470 vagas de empregos na cidade nesse último mês do ano. Com isso, aqueles dados comemorados no final do ano dos 11 meses com 1.390 vagas a mais geradas até novembro, foram reduzidas para 920.

REDUÇÃO RUIM?

Interpretação desses dados dependerá muito da ótica do interpretador. Apesar da derrapada considerável – seguindo a tendência estadual e nacional – em dezembro, o ano fechou com 920 empregos a mais gerados na matemática das contratações e demissões. Empregos formais que fazem a diferença numa economia em processo de recuperação.

Notícia da geração de empregos que ilustramos com esse registro onde as imediações das ruas Ministro Pedro de Toledo (da Garagem da Prefeitura) e Fausta Rath (ao lado da Translages) eram esse mar de madeira nos tempos de ouro daquele ciclo. Lá em cima é a Avenida D. Pedro II cortando o estradão da então antiga BR-2

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Economia

Produção: Um ‘Corn Belt’ na Coxilha Rica?

Podemos estar testemunhando o surgimento da versão catarinense de Corn Belt*. Trata-se da imensidão de plantação de milho nos descampados da Coxilha Rica. É sabido que Santa Catarina não tem autossuficiência na produção de milho, devido à grande demanda de consumo para produção de aves e suínos. Daí que tudo aquilo que sair da lavoura tem mercado garantido.

E NESSE SENTIDO

Fazendas como Cascata, Negreiro e Santo Antônio, todas situadas na Coxilha Rica, apresentam um verdadeiro espetáculo de produtividade e qualidade nas vastas lavouras de milho.

QUE TAL DE DRONE?

Há até um desafio para que aqueles que atuam captando imagens com drone aqui na Serra Catarinense deem uma espiada pelo alto das imensidões nas lavouras nesses lados da Coxilha. Por terra compartilhamos alguns registros:

Até onde a vista alcança tem milho esparramado pelas terras da Coxilha Rica

Aqui mais um vistaço mesclando a plantação de milho em longa escala em primeiro plano e, lá ao fundo, a soja…

Tudo produzido com muita tecnologia e crença de que, em se plantando, como aprendemos na escola, tudo dá. Mas carece de investimento, é claro. E isso também tem sido feito!

*CORN O QUÊ?

Corn Belt é um cinturão de grãos, na região americana onde o governo estipulou como ideal para essa cultura. Esse critério sugerido pelo governo para esse cinturão de grãos considerou mercado consumidor e clima.

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Economia

A conquista nos 80 anos do Grupo SCC

Grupo de Comunicação é assim: cada elogio, cada referência, cada destaque é recebido como conquista. Mas há algumas mais significativas. E quando essas veem num ano cheio de simbolismo, elas são ainda mais especiais.

1939 – 2019

No ano que comemorou 80 anos de presença em Santa Catarina, o Grupo SCC consumou sua presença num mercado muito cobiçado na TV aberta: A Grande Florianópolis.

O print acima compartilhado no mercado publicitário e também para anunciantes e público em geral confirma a vice-liderança absoluta na média durante o ano passado na Grande Florianópolis. A líder é a NSCTV e a NDTV (Record) a terceira. Os dados são do Kantar Ibope!

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