USINA MAIS QUE DOBRARÁ CAPACIDADE DE GERAÇÃO DE ENERGIA COM INVESTIMENTOS DE QUASE R$ 60 MILHÕES
O post mancheta uma pergunta porque não tivemos acesso ao projeto, mas apenas à inquietação da população lindeira das cataratas do caveiras sobre o que a Celesc tem em mente em relação à ampliação da capacidade de geração de energia na atual CGH. A referida Central de Geração Hidrelétrica cuja característica é gerar até 5 megawatts e que gera 3,83 MW com as águas do rio Caveiras. Ocorre que uma ampliação está a caminho, inclusive em fase de licitação.
O QUE ESTÁ PREVISTO
Dos atuais 3,83 MW a Usina do Salto será ‘promovida’ de CGH para PCH com a construção de um novo circuito adutor, cuja nova casa de força gerará 6,42 MW. Aqueles 3,83 MW atuais terão a potência ajustada para 2,98 MW. Com isso estamos falando de uma potência final, após a ampliação de 9,40 megawatts. Assim será a PCH do Caveiras, cuja ampliação tem previsão de investimentos na ordem de R$ 59,3 milhões, segundo dados da própria Aneel, no pós-resultado do leilão de oferta. O projeto dando essa nova dinâmica à estrutura está em fase de licitação.
Como observamos, não há ideia do impacto na paisagem em relação à queda d’água que se forma depois da represa. Mas é certo que edificações particulares nas imediações serão demolidas. Daí a angústia dos moradores lindeiros porque deixarão de ter essa paisagem como referência a partir do local onde residem ou passam os finais de semana.
Esses registros o advogado João Carlos Matias fez de uma das residências que será afetada pela ampliação da Usina do Salto Caveiras. Embora seja o preço da ampliação da oferta de energia limpa, a ampliação terá a repercussão na paisagem das imediações da atual Usina.
O QUE ATENDE 10 MEGAWHATTS
Consultando páginas especialistas, é possível apontar que esses quase 10 MW que a Celesc passará a dispor na futura PCH do Salto Caveiras são suficientes para abastecer uma cidade do tamanho de São José do Cerrito ou de Anita Garibaldi, na faixa entre 6.000 e 8.000 habitantes. Essa estimativa depende muito do consumo, considerando unidades industriais e outras estruturas que podem ampliar o uso de energia.

















