Política

PSD, PP, MDB: Teremos mudanças em Lages?

Antes de terminar essa ‘prorrogação’ da campanha eleitoral quando se saberá se Carlos Moisés ou Gelson Merísio governará Santa Catarina, não deve haver mudança no xadrez da política paroquiana. Mas nos bastidores há resmungos de alterações a caminho.

UM EXEMPLO

Jair Júnior, por exemplo, tem a disposição o Solidariedade. Foi oferecida a sigla a ele. Mas carece fazer contas por causa das mudanças gradativas da cláusula de barreira. Para deixar o PSD, poderia argumentar perseguição, já que tem exercitado o jogo de levar e dar pedradas na função que desempenha como vereador.

Há certa improbabilidade de permanência de Jair Júnior no PSD por conta de sua postura crítica e independente no parlamento paroquiano

PSD PODE TER RUPTURAS

Vai depender do resultado das urnas dia 28. Mas as indisposições que marcaram a campanha, inclusive com reflexo nas urnas, devem nortear eventuais apeadas. O fato de João Alberto Duarte, presidente do PSD, não ter votado em Gabriel Ribeiro, postura também de secretários como Samuel Ramos e seus seguidores deve nortear mexida interna no PSD. Apesar de Ceron atuar como bombeiro, há raivismo interno significativo. Talvez uma vitória favorável – embora difícil – da sigla, dia 28, amenize o clima de desconforto e confronto.

Esse clima de tamo junto no PSD paroquiano esconde um muro de lamentações. Situação que somente se amenizaria com a eventual (e difícil) vitória da sigla, dia 28 ao Governo

SOBRE O PP NA PARÓQUIA

Campanha eleitoral deixou claro que existem duas alas dos progressistas em Lages. Uma liderada pelo vice Polese com grupo grudado no Paço e a outra daqueles que se sentem excluídos. Esse último grupo trabalhou para o pastor e vereador Lucas Neves que, a essas alturas, é quem detém comprovadamente votos dentro do PP. A incógnita é se haverá (re) união ou mudança de endereço partidário dos ‘incomodados’.

É também boa oportunidade para o presidente Sandro Anacleto chamar o grupo e contar o histórico de que, SÓ unido, o PP é forte

MDB PRECISA DE REINVENÇÃO

Elizeu Mattos pontuou atuação na campanha pela discrição, atuando nos bastidores e depois deu uma acelerada na rua pedindo votos, mas sem alardes. Ele tem o comando do MDB local e precisa atuar para reaglutinar a sigla. Há mágoas setorizadas. Mas o partido que administrou recentemente a cidade tem musculatura. Carece mais comando e menos prosa. Presidente Paes sabe disso.

Elizeu, embora atuando de forma mais discreta, vestiu a camisa, inclusive pedindo votos a Carmen Zanotto, com que estava meio chateado por causa de episódios pretéritos

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Setores do MDB fazem sigla parecer pantufa

Há uma música das antigas do Barros de Alencar chamada prometemos não chorar. Nela o casal discute a relação e ele informa que está rompendo a vivência. Desesperada, a moça começa a soluçar apelando ao não me deixe. Se fosse definir a situação do MDB em algumas cidades catarinenses, essa música talvez resumisse. A notícia vinda de que o partido se reunirá em Lages para decidir quem apoiará no segundo turno estadual confirma isso.

PSL QUER DISTÂNCIA

Partido do Comandante Moisés declarou que não quer conchavos e nem colar na velha política. Os pelegos não entenderam, mas isso é um NÃO. Se fosse o PSD o derrotado, teria o mesmo chega prá lá do PSL. Partidos que comandaram o Estado até agora são as crianças encocozadas que os bolsonarianos catarinenses querem distância. Isso vale para MDB, PSD, PSDB, PP e assim por diante. O MDB é a moça chorando e o PSL deixando claro que não quer lida.

VEJA O CASO DE ANITA

Observem em Anita Garibaldi. Depois de amargar a 3.ª colocação de Mariani, fazer poucos votos com candidatos apoiados pelos emedebistas locais a Estadual e Federal, o diretório da cidade serrana se reúne e decide apoiar Comandante Moisés ao Governo. Mas libera os filiados e não apoia Bolsonaro a Presidente.

QUE É ISSO EM ANITA?

MDB está junto com o PT em Anita. Logo, se fosse apoiar seria o Haddad a Presidente. Imagina a cena do MDB apoiando Moisés ao governo e Haddad a Presidente. PSL quer distância disso. O que explica a rejeição ao apoio do que chama de velha política. MDB precisa entender que perdeu a eleição.

NÃO COMPARANDO

Com posturas isoladas tentando se agarrar ao comandante Moisés, periga os pelegos começarem a mandar recado de que irão apoiar o candidato do PSL e receberem como resposta: ‘Apoiem-me, mas não contem para ninguém’. Ou seja, o MDB virou a pantufa catarinense. Até dá para usar, mas sair na rua para todo mundo ver fica feio!

Depois da adversidade nas urnas em Anita, MDB decide que não declara apoio a Bolsonaro, porque ali está alinhado ao PT, mas vai pedir voto a Moisés. Imagina a cena dos emedebistas de Anita chegarem no Comandante: ‘Estamos com o senhor ao Governo. Mas a presidente não orientamos voto ao Bolsonaro porque somos parceiros do PT em Anita’. Engraçadinhos, para não dizer outra coisa!

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Pós-urnas: Rejeição aos bons de votos em SC

O resultado de domingo foi mesmo surpreendente para a maioria dos candidatos que já estão no trecho político catarinense. Observe alguns exemplos:

ÂNGELA AMIN – Candidata eleita pelo PP fez menos da metade do mais votado em Floripa, onde ela foi prefeita. Somou 20.581 votos contra 44.123 dados a Hélio Costa.

CÉSAR SOUZA – O ex-prefeito de Floripa fez vexame na sua cidade natal. Simplesmente foi o 26.º mais votado com apenas 1.971 votos. Para se ter ideia, ele fez apenas 44 votos a mais que Carmen Zanotto na Capital. Em Lages ele levou 1.390 votos. Gabriel Ribeiro perdeu 9.392 votos em Lages. Ele perdeu a reeleição em sua cidade.

BENEDET – O ex-secretário da Segurança no Estado levou cartão vermelho em Criciúma. Somou apenas 4.263 votos. Ficou atrás de Daniel Costa, Geovânia, Guidi e Hélio Costa, que foram eleitos a Federal.

No registro também não entraram Mariani, Dirce, Colatto e Galina que ficaram na estrada.

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PPS de Carmen contra Haddad e Bolsonaro

Deputada Carmen Zanotto se reelegeu também pela votação expressiva de um terço do eleitorado em sua base eleitoral. E nessa base de onde levou 35 mil votos um percentual de 63,13% dos eleitores votou em Bolsonaro. Porém, o seu partido, o PPS decidiu que não estará nem com o candidato do PSL e nem de Haddad. Roberto Freire, presidente do PPS, aponta situações negativas tanto em relação a Bolsonaro quanto Haddad como razão desse posicionamento.

PPS NA OPOSIÇÃO

Embora seja precipitado posicionamento tão cedo, Freire deixa claro que o PPS será oposição, independente de quem vença o 2.º turno. Carmen Zanotto, pela adesão em ampla maioria a Bolsonaro na cidade que lhe garantiu quase a metade dos votos da reeleição, opta pela discrição ao tema. Um posicionamento favorável ao candidato do PSL poderia agradar seu eleitorado, mas iria contra a orientação do comando nacional do PPS.

Carmen na reunião da Executiva Nacional do PPS que decidiu por ficar em cima do muro em relação à disputa presidencial de segundo turno

 

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Guidi e João Rodrigues brigam pela vaga 16

A vaga conquistada pelo Partido Novo é definitiva na bancada federal catarinense. O partido que teve Fabian Nerbass como candidato em Lages elegeu Gilson Marques. E o advogado não perde a vaga em caso de reversão da decisão em relação à candidatura de João Rodrigues.

BRIGA DENTRO DO PSD

A disputa é dentro do próprio PSD em relação a vaga de número 16. Ocorre que Ricardo Guidi fez 61.830 votos e João Rodrigues 67.000. Assim, em caso de conseguir confirmar a eleição, Rodrigues abocanha a vaga de Guidi, sem incomodar o eleito pelo Novo.

Ricardo Guidi se elegeu pela coligação PSD/PP a Federal. Porém, fez menos votos que João Rodrigues, cuja candidatura e eleição está sendo discutida na justiça. Se Rodrigues reverte, Guidi cai fora. Mais um suspense dentro de um PSD que, parlamentarmente falando, deu uma encolhida grande em SC.

TSUNAMI BENEFICIOU CARMEN ZANOTTO

Internauta chama atenção sobre o resultado eleitoral de Carmen Zanotto. Embora a parlamentar tenha levado 15 mil votos a menos em Lages, o tsunami das urnas a beneficiou. É que se ela perdeu 15 mil votos em Lages, nesses quatro anos, seu concorrente direto, Marco Tebaldi perdeu mais em Joinville. O tucano perdeu 34 mil votos na maior cidade de SC. E foi essa murchada de Tebaldi nas urnas que garantiu Carmen no DF. Ou seja, o tsunami atingiu Carmen em Lages, mas a onda foi mais forte contra Tebaldi em Joinville. Fato!

Carmen fez menos 15 mil votos em Lages. Mas seu concorrente direto, Marco Tebaldi, fez 34 mil a menos em Joinville. Isso fez a diferença e garantiu a reeleição da candidata lageana na Câmara

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Ceron dispara (a favor) de Bolsonaro

Não faço ideia de quem recebeu o voto do prefeito Ceron no primeiro turno a Presidente. Manteve a discrição da preferência. Talvez Alckmin, talvez Ciro. Mas nesta terça-feira, 09, o Gringo foi para a rede social deixar claro com quem estará neste segundo turno. O prefeito de Lages faz umas firulas verbais sobre a importância do voto e aponta que seu voto neste segundo turno para presidente é de Bolsonaro.

POSIÇÃO PESSOAL

Interessante que tanto Ceron quanto Merísio – candidato a governador – mantêm posicionamento pessoal de voto ao candidato do PSL. Não falam e nem declaram em nome do PSD. Pelo menos, por enquanto!

A declaração de voto de Ceron em Bolsonaro é acompanhada desse quase retrato falado de ambos quando de uma viagem ao DF no primeiro semestre. Foi nessa oportunidade que os dois gringos se encontraram.

CERON NO TRECHO

Nesta semana o prefeito de Lages tem reunião com o candidato a governador, Gelson Merísio. Momento para discutirem detalhes sobre alguns passos visando o segundo turno. Ceron, desde o princípio, e até contrariando alguns pensadores do PSD, tem sido defensor do projeto Merísio Governador. “É um segundo turno de cautela, mas de uma viabilidade significativa. Merísio se preparou muito para esse desafio. Santa Catarina estará muito bem sob seu comando”.

Aqui da Serra quem também está bolsonariando é a comitiva de Bocaina com o Macarena, Kadão e Luiz Schmuller apostando no Capitão. Se tem apoio de Bocaina, agora vai!

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Boa performance de Thiago apesar do MDB

Se Marcius, Lucas e Gabriel disputavam um eleitorado relativamente parecido, candidato mais situado na oposição em Lages foi Thiago Oliveira. O emedebista se testou nas urnas e por causa da limitação de recursos financeiros, um pouco de inexperiência da retaguarda e, principalmente, a falta do pegar junto do partido, não chegou aquilo que se pretendia.

FATORES E ETC

O desgaste do MDB com um Mariani não se cacifando também contribuiu para que a militância partidária mais aguerrida da Serra não acelerasse. Porém, desde o princípio o vereador Thiago sabia que não era uma eleição para chegar. Tanto que o foco era beirar as vagas de suplência e consolidar o nome. Mesmo porque até as ‘cobras criadas’ ficaram pelo caminho. E se a suplência não ficou perto, o nome está consolidado.

OBSERVEM DADOS

Considerando um MDB meio sem fortidão desde que seu líder maior, Elizeu Mattos, sofreu avarias na andança, era preciso oxigenar, apresentar novas lideranças. E com seus próprios votos, com o devido apoio daqueles emedebistas que estiveram juntos, Thiago Oliveira é liderança a ser consultada nas definições em Lages.

E TEM MAIS

Nessa onda de apostar em jovens e renovação, o MDB passa a dispor de um ‘produto’ para apresentar numa composição ou até liderar uma majoritária futura. As placas tectônicas do atual tsunami político se acomodarão e, após o rescaldo, se verá quem sobreviveu. Aqueles que contabilizaram votos terão mais voz. E o vereador Thiago está bem situado nessa lista.

Thiago Oliveira, aqui com aqueles que nunca se recolheram de incentivá-lo, deu a cara indo para o trecho em busca de votos, numa eleição difícil, complicada e cheia de imprevistos. Fez mais que outros cacifados e o MDB paroquiano tem nome para as peleias futuras!

DADOS NA SERRA

Anita Garibaldi foi o único município da Serra Catarinense que colocou Thiago como o mais votado. Foram 449 votos. Exatamente no município de Juarez Mattos que tentou a vaga a Estadual e resolveu trabalhar para Cobalchini. Há decepções como Urupema do ex-prefeito Amarildo Gaio. A terra do pelegaço do MDB depositou somente 89 votos ao candidato do partido na Serra.

OUTROS MUNICÍPIOS

São Joaquim, de um MDB forte também não abraçou, contabilizando apenas 38 votos. Decepção em Correia Pinto onde o MDB dá as cartas e que trouxe apenas 237 votos. Ou ainda os meros 232 votos em Otacílio Costa onde o ex-prefeito Altamir Paes me garantiu que trabalharia para Thiago. Da mesma forma os 4.194 votos em Lages poderiam ter rendido mais, até porque o MDB aqui continua sendo um partido presente e com futuro.

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