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Corvo Branco e o amadorismo do Estado

Consta que no passado, era de um amadorismo sem tamanho nos campos de cima da serra, ao ponto do pecuarista matar o boi para acabar com o carrapato. Em relação ao bloqueio da Serra do Corvo Branco ali em Urubici está se tomando medida que, guardadas as proporções, contém similaridade à prática das antigas por aqui.

OCORRE QUE…

O problema da Serra do Corvo Branco é tráfego de caminhões e falta de manutenção. Basta bloquear a passagem de caminhões e uma manutenção básica de dois ou três dias que é possível passar pelo corte na montanha ali da travessia da Serra. Porém, a Defesa Civil para lavar as mãos recomendou o bloqueio de tráfego. Com isso, essa alternativa de passeio e turismo na ligação Serra ao Litoral foi para o beleléu.

BLOQUEIO A CAMINHÕES

É difícil imaginar que o Estado manteria uma fiscalização tipo as barreiras da Cidasc na fronteira para impedir passagem de caminhões. Daí a alternativa é concretar barras de aço nos dois lados de acesso à Serra do Corvo Branco. Instalados no estilo quebra corpo, tais barras de aço permitiriam passagem apenas de veículos leves. Caminhões teriam placas em Urubici e a partir de Braço do Norte informando do bloqueio. Simples assim!

SOBRE MANUTENÇÃO

O risco de pedras se desprenderem da montanha em direção à pista é o mesmo que existe na Serra do Rio do Rastro. Logo, bastaria aviso sobre isso para se evitar descer ou subir com chuva deixando a critério do usuário enfrentar ou não a parada. Enquanto isso – e bem devereda – o trecho que apresenta risco da erosão engolir a pista receberia contenção.

PORÉM E NO ENTANTO

É mais prático a Defesa Civil recomendar e o Estado, por meio de comunicado oficial, determinar o bloqueio da Serra do Corvo Branco. Exatamente nestes tempos de fluxo intenso de turistas. O silêncio da prefeitura de Urubici, sem qualquer pressão para manter passagem ao turista, demonstra a conivência com a incompetência do Estado sobre o tema. Aliás, incompetência estadual que já vem de tempos idos.

Mostramos aqui que a parte mais gritante na descida da Serra do Corvo Branco é esse local onde a erosão pode engolir pedaço da pista. Solução é contenção emergencial e rápida no local…

Como citamos, o fluxo turístico no local é intenso e constante. Situação que rende resultado ao setor de turismo, ajudando movimentar os excelentes restaurantes que Urubici dispõe, estruturas que não deixam a desejar em termos de qualidade e toque gastronômico a estabelecimentos do gênero de outros países.

Mas com a Serra fechada…

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Chuva: Sem orientação na descida da Serra

Agora que deu uma secadinha no assunto a gente aborda até para que diante de eventuais futuros dilúvios – que podem se repetir por causa dessas tormentas de verão – haja um repensar nas práticas (e principalmente na falta delas) em relação ao tráfego na Serra do Rio do Rastro quando de previsões de torós.

OCORRE QUE…

A noite de quinta-feira, 10, foi de pavor para alguns motoristas que subiam ou desciam a Serra do Rio do Rastro diante de uma precipitação pluviométrica acima do normal. A chuva formou verdadeiras cachoeiras nos paredões e a pista se transformou em rio. Conversa com um amigo que fez o trecho Lages a Laguna logo depois da chuva intensa e ele apontava que não houve qualquer abordagem prévia no topo de serra, alertando sobre o excesso de chuva.

FALTA ORIENTAÇÃO

Ele apontava que a descida pela Serra poderia ter colocado em risco a segurança devido a grande quantidade de pedras que ainda estava na pista. Também o deslocamento de água era constante. Com barrancos encharcados havia risco de deslizamentos. “Não se trata de bloquear a estrada em caso de chuva forte como aquela. Mas pelo menos a polícia informando (e orientando) sobre a situação para que só se arrisque quem quiser”. Também ao longo da descida nenhum policiamento, nada. Situação que demonstra que a prevenção a acidentes ali é zero.

Fotomontagem dos vídeos que circularam na rede social evidencia a situação da Serra do Rio do Rastro na boca da noite da quinta-feira, 10. Nada de informação e/ou orientação para quem descia o trecho

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Otacílio: Tio Ligas não vê problema com LDO

Em pleno sábado o prefeito Luiz Carlos Xavier, o Tio Ligas, foi acionado pelos colegas do Correio Otaciliense para informar sobre as repercussões da não aprovação da LDO – o orçamento anual do município na última sessão do ano pela Câmara.

SEM PROBLEMAS

Tio Ligas disse que o atraso na aprovação, ocorrida na quinta-feira, 03, não causou atrapalhos ou problemas. E afastou qualquer hipótese de que tenha ocorrido desabastecimento da frota da saúde por falta de dinheiro.

RAZÃO DA ENCRENCA

O projeto da LDO era para ter sido aprovado em dezembro. Porém, o vereador Denilson Padilha, que já foi prefeito de Otacílio Costa fez emendas para que o Executivo não ficasse desobrigado de ‘alguns améns’ da Câmara. Só que as emendas de Denilson foram rejeitadas nas comissões.

ASSIM

Os três vereadores do MDB votaram contra. E outros três vereadores da frágil base de Tio Ligas seguiram os emedebistas. Com isso, a LDO não foi votada, exigindo-se a sessão extraordinária para a votação às pressas do orçamento.

Vereador Denilson (aqui com Altair Xavier, possível nome do MDB a prefeito de Otacílio em 2020) liderou a votação contrária à LDO por entender ter havido desrespeito com a Câmara na apresentação do projeto

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Quer descer a Serra do Corvo Branco?

A rodovia é a SC-370 e se não estou enganado começa ali em Painel, passando por Urupema, Rufino, Urubici, desce a Serra até Tubarão. Nestes tempos de férias uma opção é fazer o trecho até o litoral pela Serra do Corvo Branco.

O ROTEIRO

Saindo de Lages, essa ligação pela BR-282 e depois por Urubici dá uns 10 km a menos até Laguna, por exemplo. A quantidade de gente no ‘corte’ da Serra do Corvo Branco é grande. Curiosos que aproveitam as férias para conhecer o local.

O QUE VOCÊ PRECISA SABER?

Com chuva dá certo receio em enfrentar a descida (ou subida). Há locais que receberam contenções temporárias e que passam a impressão de que uma chuvinha pode levar tudo abaixo. Mas com tempo bom, é tranquilo. São apenas 5 km de chão batido no trecho de Urubici até chegar à Serra.

E…

Depois tem a própria descida que é parcialmente asfaltada e mais o pedaço no pé da Serra. São outros 4 km. E há ainda um pedacinho de 1.000 metros de chão batido antes de chegar em Grão Pará. Ou seja, todo o trajeto possui 10 km sem asfalto. Fizemos umas fotos!

Movimento de visitantes durante a temporada que passam pela Serra do Corvo Branco

O corte da montanha é percorrido a pé para conferir a intervenção humana no local

As curvas na descida e subida e pequenos trechos têm um asfalto que reduz riscos

Há vestígios de correções que dão impressão de que pode ocorrer desmoronamento

Depois que desce a Serra em direção a Grão Pará, há pequeno trecho de chão batido. Inclusive no Instagram brincava que deve ser a única rodovia estadual com mata burro, como aponta a imagem acima

 

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O antes e depois da pior estrada da Serra

É do advogado João Carlos Matias a ‘arte’ abaixo com a fotomontagem daquilo que era a estrada entre Lages e Otacílio Costa. Numa viagem a Otacílio Costa, seguida de conversa com o prefeito Tio Ligas, o então governador Colombo observou que não adiantaria uma simples revitalização asfáltica. “O tráfego pesado exige outro modelo de pavimento”. Assunto foi estudado e decidido pelo pavimento à base de concreto.

Assim era a estrada entre Índios (BR-282) e Otacílio Costa. A situação piorava em dias de chuva, tornando a rodovia perigosíssima

Pouco mais de 2 anos e R$ 91.131.109,07 depois, temos uma estrada modelo, com pavimento à base de concreto, cuja durabilidade deve ser três vezes maior que o asfalto comum

Inauguração foi simbólica com Paulo França (Deinfra), Juarez mattos (ADR) e os prefeitos Flávio Neto (de vermelho e de Painel), Fernanda Córdova (Palmeira) e Luiz Carlos Tio Ligas Xavier (Otacílio Costa) com a Polícia Militar Rodoviária por testemunha já que a corporação tinha trabalho redobrado para cuidar de uma estrada detonada. Agora é só fiscalizar excessos e imprudência!

Foto antes: João Carlos Matias

Foto depois: Carla Reche – ADR

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Hoje: Pinho vem inaugurar obra na Serra?

Consta do convite/agenda a presença de Eduardo Moreira na Serra Catarinense. Nesse período que assumiu o governo catarinense não recordamos a quantidade de vezes que Pinho subiu a Serra. Mas foi muito pouco, se é que subiu. Considerando o jogado às traças imposto à região a partir da posse do novo governador com a saída de Colombo, foi mesmo uma postura de dar as costas à Serra.

EXEMPLO DISSO?

Pegue como exemplo a estrada em direção a Celso Ramos que vinha sendo executada nos tempos de Colombo e, embora o titular da ADR, Juarez Matos, seja de Anita Garibaldi, a obra simplesmente parou, sem aporte do Estado. A própria ampliação do Hospital Tereza Ramos, considerando a promessa de conclusão em dezembro, visualiza-se também o fechar de torneiras do governo Pinho.

TEM INAUGURAÇÃO

Na agenda/convite desta quinta-feira, 27, consta que Pinho estará na SC-114 na altura do Posto da Polícia de Palmeira. Ali participa da inauguração da readequação, revitalização e melhorias do trecho dessa rodovia, que recebeu o maior investimento entre as estradas estaduais aqui da Serra do governo Colombo/Pinho.

APORTE NA SC-114

Foram mais de R$ 80 milhões numa estrada cujo asfalto foi substituído por concreto para que a pista aguente o tráfego pesado dos caminhões que levam toras para a Klabin. Além das Serras (como o Rio do Rastro), Santa Catarina tem aquele pedaço de rodovia do Porto de Imbituba à BR-101 em concreto, nesse modelo que será inaugurado hoje na Serra.

Aqui o trecho da rodovia a ser inaugurada neste quinta-feira, na altura da passagem por Cadeados. O trecho de concreto inicia na BR-282 (Índios) e se estende até o perímetro urbano de Otacílio Costa

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Câmara de Bocaina e a ‘Maria arrependida’

Você quis! Você fez! Não venha dar uma de Maria Arrependida!

Nem sei se é politicamente correto nesses tempos de agora utilizar o termo que a gente aprendeu quando criança ao decidir e/ou concordar com algo e depois se arrepender. Mas de qualquer forma a referência cai como uma luva numa situação política na Câmara de Vereadores de Bocaina do Sul.

O QUE HOUVE?

Ainda em novembro os vereadores se reuniram e decidiram em comum acordo antecipar a eleição para a presidência da Câmara. Regimento Interno tem validade até que os próprios vereadores definam de forma conjunta algo diferente. E foi isso que ocorreu. Realizada a eleição, oito dos nove vereadores elegeram João Assink, o Jaga, como presidente. Apenas o vereador Gabriel Miranda não votou em Jaga.

ARREPENDIDOS DO PAGO

Desde a eleição o episódio vem sendo questionado. Inclusive na via judicial. Embora alguns dos atos sejam interna corporis – competência exclusiva do legislativo – tenta-se judicialmente uma forma de anular a eleição. Isso porque parte dos vereadores que votou em Jaga se arrependeu.

ASSUNTO ESTÁ INDEFINIDO

O ano vira e não há uma certeza absoluta de que Jaga é o novo presidente. Houve uma decisão judicial determinando que a Câmara considere uma ‘questão de ordem’ para a sessão do dia 20 de dezembro. Entretanto, o recesso iniciou dia 13. Assim, a referida ‘questão’ deve ser apreciada no início dos trabalhos em fevereiro.

Um dos motivos dessa indefinição em Bocaina está nessa imagem. Vereador Cláudio Schoeller (Kadão) integrava a equipe do prefeito Luiz Schmuller (direita). Porém, ele deixou o colegiado, retornou à Câmara e se posicionou na oposição. Daí os opositores passam a ter 5 votos contra 4. E assim, há uma ideia de que é possível eleger o novo presidente. Mas para tanto teria que anular a eleição realizada.

AINDA A RESPEITO

Os vereadores arrependido chegaram a decidir por não aprovar a ata da eleição na Câmara. Mas como se sabe, ata não se anula. Pode ser emendada (se tiver erro material), mas o documento apenas relata o que ocorre numa reunião. E por ser algo interno, não há como um poder externo (Judiciário) interferir.

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