Cotidiano

Contribuição sindical é facultativa e pronto

Entidades sindicais de todo o Brasil levaram nos dedos no julgamento do STF concluído nesta sexta-feira, 29. Na mais alta corte do Judiciário Brasileiro era questionada a inovação trazida pela reforma trabalhista que acabava com contribuições sindicais compulsórias. Entidades sindicais argumentaram pela inconstitucionalidade do teor contido na reforma (e por se tratar de matéria constitucional foi parar no STF).

DAÍ

Apesar do Ministro Fachin, que relatou a matéria, ter se manifestado favorável aos sindicatos, com acompanhamento de Toffoli e Rosa Webber, o trio de ministros da elevada corte foi voto vencido. Ministros Fux, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio e Cármen Lúcia foram contrários e não vai ter contribuição compulsória.

Só ajuda a sustentar sindicato quem quer.

Nada de contribuição obrigatória!

Assunto interessava às entidades sindicais lageanas, naturalmente, que também terão que repensar a forma de manutenção sem a ajuda das contribuições de trabalhadores. Esses somente contribuem a sindicatos se quiserem, e sem exceção!

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3 comentários para: “Contribuição sindical é facultativa e pronto”

  1. Advogado que não conhece a história dos sindicatos, ou faltou as aulas de Direito Trabalhista ou é completamente desinformado sobre a história do trabalhismo mundial e brasileiro, sindicatos devem terem a sua contribuição para manterem as suas atividades, a única forma de queda de braço com o capital são os sindicatos e nada mais, a única proteção ao trabalhador são os sindicatos e como o atual governo é uma ditadura insana é claro que a tendência é tentarem acabarem com os sindicatos, eu pago, admiro, defendo e sempre pagarei sindicatos, sendo obrigatório ou não, como pagam esta ultrajante e corporativa anuidade da OAB, ninguém reclama, ou isso gera status pessoal ou é mera burrice. E ademais, ATF partidarizado e sem mais ética não vejo qual a sua importância na atualidade, manter o golpe e deixar Lula fora das eleições.

  2. Não acredito muito que sindicatos defendam os interêsses dos trabalhadores, muito pelo contrário, alguns sindicatos são aliados do capital, cedendo aos anseios capitalistas, muitas de vezes de forma corrupta, onde grandes empresas com sua concordância criam suas legislações próprias, propiciando um trabalho “escravo”. Ademais, impedem a livre negociação e relação empregador/empregado, como era antigamente, onde os funcionários mais produtivos tinham seus esforços recompensados, com salário diferenciado. Hoje, trabalhe ou não os salários são iguais, uma grande injustiça. Sem contar que houve uma proliferação de sindicatos de forma até ridícula, que daqui a pouco teremos o sindicato dos sindicatos. Talvez lá quando foram criados tivessem um propósito, hoje tornaram-se cabides de emprego também. Não sou nenhum advogado, mas sinto na pele os efeitos da interferencia dos sindicatos na formação da relação produtividade/salários.

  3. Funcionário privado para defender seu emprego e o patrão que o explora possui a capacidade de negar tudo que seja socializante, a meritocracia no privado justamente serve para criar capachos que delatam colegas e situações, quando o cara é demitido e vê que não valeu nada a sua obediência irrestrita, se revolta e passa fome, aí já é tarde.

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