Cotidiano

IMA orienta sobre uso de árvores caídas

MATERIAL SERÁ UTILIZADO APENAS NA PROPRIEDADE

Sem qualquer hipótese de dar destinação comercial.

Essa é a regra básica que o produtor rural deve saber sobre a utilização de madeira decorrente de árvores caídas com o ciclone. Houve uma resolução dispensando autorização de órgão ambiental para beneficiamento, inclusive com um formulário a ser preenchido o qual acompanhará a carga de toras no trajeto entre a propriedade e a serraria.

IMPORTANTÍSSIMO

A madeira somente poderá ser utilizada para melhorias na propriedade, cujas instalações foram avariadas pelo vendaval. As tábuas e outros tipos de cortes podem ser utilizados para palanque (se a cerca caiu), galpão (se apresentou avarias) e a própria residência se afetada pelo ciclone. Pranchões podem ajudar na recuperação de pontes de tráfego dentro da propriedade, enfim, não há limitação para uso, desde que no sentido de recuperar aquilo avariado. Depois da utilização é preciso prestar contas, observando inventário fotográfico das árvores caídas, obras executadas, tudo com croqui (desenho) da propriedade.

PELO ENTENDIDO

Não se trata de providências burocráticas e nem engessantes. Porém, a norma facilitadora quer evitar que, aproveitando-se das árvores caídas, o dono de áreas rurais derrubem outras igualmente nativas.

DEFESA CIVIL

Falando ao colega Adilson Oliveira na Clube FM, Executivo da Defesa Civil de Lages, Luiz Henrique de Souza, ao responder ‘sobre as outras árvores além das araucárias’ observou que esse regramento é para o pinheiro brasileiro. “As outras árvores não precisam esse encaminhamento”. Ele deve ter se referido a eucaliptos e pinus que, como árvores exóticas, de fato não precisam de autorização para derrubada. Mas todas as espécies nativas que foram ao chão com o ciclone, seguem o mesmo protocolo da araucária. Significa que árvores como imbuia, canela, cedro, bracatinga, todas precisam atender as recomendações da norma aprovada pelo Consema e elaborada pelo IMA.

Toda vegetação nativa, desde que não estando em área de preservação permanente (exceto se atrapalhando córregos daí nesse caso inclusive em APP) é passível de aproveitamento como material lenhoso ou para transformação em madeira cujo uso deve ser exclusivo na propriedade para ajudar recuperar estruturas avariadas pelo ciclone

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