Cotidiano

INSS: Prioridade de atendimento gera até B.O.

Episódio ocorrido no INSS de Lages nesta sexta-feira,09, evidencia a realidade de pessoal naquela estrutura previdenciária e a falta de paciência de um ou outro advogado que busca resolver e/ou encaminhar questões relacionados à área.

PRIORIDADE DO ADVOGADO

STF julgou em setembro passado e manteve o acórdão do TRF4 onde reconhece prioridade aos advogados para que sejam recebido em local próprio (guichê exclusivo) sem precisar senha e nem espera para atendimento no INSS. Essa decisão e esse direito do advogado não se discute.

NÃO TEM QUEM ATENDA

O problema reside no fato de que não basta ter prioridade. É preciso que haja servidor para fazer o atendimento. E a exemplo de muitos postos do INSS no País, em Lages também diminuiu o número de servidores. Aposentadorias de servidores, licenças e férias deixaram a estrutura com menos da metade de servidores. Daí não adiante advogado ter prioridade se não tem quem os atenda.

IMPACIÊNCIA E B. O.

Ao se dirigir ao INSS um dos advogados lageanos buscou o atendimento prioritário. Foi informado que não tinha quem o atendesse. “Estou gravando isso. Vou registrar um B.O”, reagiu o advogado com a razão dele diante de uma razão maior que é a realidade estrutural de pessoal do INSS local. Ele teria ido à delegacia, feito o B.O. e depois retornou, sendo atendido por um estagiário.

SOLUÇÃO COM A OAB?

Já que os advogado conseguiram prioridade, mas se deparam com a falta de gente para garantir tal direito, cabe à OAB utilizar de mecanismos de pressão junto ao Governo para aumentar o número de atendentes no INSS. Assim faz com que a prioridade conquistada seja validada e os demais segurados também tenham atendimento mais rápido. Fora isso, sem pessoal para atendimento, aos advogados restará o registro de B.O. que, a essas alturas, não adiantará nada! 

Advogado que registrou o B.O. por não ter sido atendido com prioridade teria dito que levará o caso à OAB em Florianópolis. À instituição caberá o quê? Pedir ao INSS o espaço exclusivo para os advogados serem atendidos. Mas espaço tem. O problema é que não tem quem atenda os causídicos!

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