Cotidiano

Licitação das funerárias ‘não foi sepultada’

Tem assinatura do secretário Antônio César Alves Arruda a confirmação da data da licitação para outorga de permissão dos serviços funerários em Lages. Na linha do ‘agora vai’ foi programada para o dia 19 de agosto a abertura  da concorrência pública que vem sendo realizada desde o ano passado.

EXPLIQUE-SE

A providência atende uma terminação do Ministério Público a partir daquilo que prevê a legislação. Mas existe resistência ao procedimento por parte de alguns dos atuais operadores do serviço funerário na cidade. É que a licitação abrirá para participantes de todo o País. E haverá casos de funerárias que atuam faz tempo em Lages e que poderão perder o serviço.

Secretário Arruda já disse que o procedimento não é uma ação isolada da prefeitura, mas que atende uma exigência do MP

SAIBA MAIS

De acordo com a legislação, cada grupo de 30 mil habitantes deve ter um CNPJ (uma empresa) operando o serviço funerário a partir de permissão do município. No caso de Lages, os 158.000 moradores (estimativa do IBGE) devem possuir, portanto, cinco funerárias atuando. São sete atualmente, o que, se somente as daqui participarem, apenas cinco CNPJ ‘sobreviverão’. Mas pode haver grupos de fora interessados em explorar o serviço.

DOS AGENTES

Conversamos com uma gente funerário que considera essa disputa licitatória ruim para a própria comunidade. “Hoje as pessoas convivem com gente daqui, empresários locais. A gente presta serviços negociando formas de pagamento. Sofremos até com inadimplência. Se vier grupos de fora a gente não sabe como isso vai ficar”.

QUANTO CUSTA?

O valor de um serviço funerário é muito relativo, porque deve ser considerado se há custo de deslocamento, capela e outros serviços, como encaminhamento para cremação, por exemplo. Mas média o valor de um ‘serviço normal’ fica na casa de uns R$ 4 mil.

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