Cotidiano

Mulher lageana e a luta contra o assédio

Numa repartição, ao emendar a mão uma procuração digitalizada e ter o documento rejeitado pela servidora que o atendia, o advogado lageano metido a facão sem cabo dispara:

– Não complique minha vida, que eu vou complicar a tua.

No supermercado diante do bloqueio do cartão que não aceita o débito, consumidor insiste, chacoalha a cabeça e dispara à atendente:

– Minha filha, se você não sabe o que está fazendo, teu lugar não é aqui!

Duas situações reais vivenciadas em Lages que evidenciam formas claras de preconceito, assédio e até crime contra mulheres. O tempo passa, a modernidade também integra o cotidiano da paróquia, mas esse tipo de gesto machista e condenável continua a fazer parte da rotina. Realidade que precisa e deve ser combatida indistintamente!

O GRITO POR RESPEITO

Frequento as imediações do CAV onde já residimos e tenho meus queridos parentes. Há um desfile constante de estudantes, homens e mulheres por ruas e avenidas das imediações. Bonitas, simpáticas e focadas no desafio de buscar formação, meninas de todas as partes do Brasil se sentem, em muitos casos, atacadas, não física, mas psicologicamente pelo assédio.

E…

Quer seja o motorista, o transeunte ou até o vizinho, com gestos e palavras que agridem e que não devem fazer parte dessa rotina. Daí a razão do ato simbólico e importante na boca da noite da véspera do dia Internacional da Mulher.

POR ISSO

Ato com conteúdo e que merece repercussão. Nenhuma mulher, independente de seu comportamento, merece qualquer gesto que simbolize qualquer tipo de assédio. É questão de dignidade. É questão de respeito. É questão de civilidade!

Da rede social o ato de estudantes, professoras e servidoras do CAV. É válido, é necessário!

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