Cotidiano

Binário Centro a Dom Pedro vira debate

EU…

Acho que o binário previsto para as ruas Frei Gabriel e Caetano Vieira da Costa não é interessante. Quer se dar uma solução para um problema que (ainda) não existe. Não há nó no trânsito ou caos que exija essa ‘cirurgia’. Porém, eu acho. E isso, portanto, é achismo. Até porque não se colocou em prática a alteração, não dando noção sobre o significado da mudança.

ELES

Comerciantes lindeiros à Rua Frei Gabriel também não gostam da ideia da via só descer da Catedral em direção à Avenida D. Pedro II. Argumentam que não foram consultados e temem que a alteração esvazie o fluxo de clientes em seus estabelecimentos. Posicionam-se baseados em suposições.

PORÉM I

Mudanças no trânsito não atendem situações locais. Focam a coletividade. As ruas são como dutos condutoras de tráfego. E quando se interfere nesses ‘dutos’ o poder público visualiza solução coletiva. Na travessia urbana da BR-282, por exemplo, comerciantes do Coral tentaram falar até com o Papa para mudar o acesso depois do viaduto da Duque. Prevaleceu o projeto e o conceito de que a rodovia é autônoma e foca o usuário e não os lindeiros.

PORÉM II

Essa resistência à mudança com a implantação do binário tem precedente. Quando se anunciou o binário no bairro Sagrado – que era uma solução elogiável – houve resistência. O Paço se recolheu e desistiu. Hoje, aquelas vias não binariadas, seguem problemáticas. Quando o poder público se mostra fraco e indeciso, dá nisso.

E…

Nessa desacelerada de mudanças por causa de pressões, o trânsito não terá alterações significativas. Não enquanto a prefeitura implementar adaptações e mudanças e, diante do primeiro beicinho, voltar atrás. Inclusive a postura de agentes públicos que não batem na mesa se viu nas eleições deste ano. O povo não gosta disso. Até porque, agradar a todos é impossível!

A mudança que seria neste sábado, não será mais. E pode até não ser. A pressão é para que a ideia do binário do Centro à D. Pedro tenha o mesmo destino do sistema programado para o Sagrado, que morreu na casca

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