Economia

Facisc e Acil: Pela Reforma Previdenciária

Facisc defende a reforma da previdência e a aprovação das novas regras de aposentadoria. Para deixar clara esta posição e elucidar pontos que trarão benefícios para o desenvolvimento econômico, a entidade lança uma campanha que vai atuar junto aos seus associados, mais de 34 mil empresas, redes sociais e veículos de comunicação.

ARGUMENTO

Para o presidente da Facisc, o empresário Jonny Zulauf, não cabe nesse momento tão importante discutir sobre a veracidade de desmandos administrativos da Previdência ou da legitimidade do processo legislativo da Reforma, mas apoiar a mudança que está por vir. A idade média de aposentadoria no Brasil é de 59,4 anos, sendo uma das mais baixas do mundo. “O aposentado acaba se afastando mais cedo do mercado de trabalho e cabe a empresa o encargo de substituir essa mão de obra”, explica Zulauf.

A cruzada também da Facisc em defesa da reforma previdenciária com o discurso de gerar desenvolvimento. Pense no cidadão com 63 anos, fica desempregado e terá que ir atrás de trabalho por mais dois anos para se aposentar. Eis o ‘desenvolvimento’ proposto!

ACIL QUER A REFORMA

A Acil também se posiciona a favor da reforma da previdência. Os empresários entendem que a reforma é necessária para que o Brasil supere a crise e que não irá prejudicar os trabalhadores. “A reforma da previdência é importante para fortalecer nossa economia e o Brasil voltar a crescer. Nós somos a favor da reforma da previdência”, declarou o presidente da Acil, Sadi Montemezzo.

Montemezzo, que comanda a principal entidade empresarial da Serra Catarinense aponta o fortalecimento da economia com a aprovação da reforma

POSIÇÃO DA DEPUTADA CARMEN ZANOTTO

Em reunião realizada na sede da Fiesc em Lages, os representantes de entidades empresariais cobraram da Deputada Federal Carmen Zanotto, para que vote a favor da reforma. Na ocasião a deputada informou que ainda não tem opinião formada pois ainda não foi apresentado o substitutivo à PEC 287/2016, mas se comprometeu a conversar com os empresários antes de decidir seu voto.

O PPS de Carmen Zanotto já bateu martelo pela reforma previdenciária para agradar Temer, mas a parlamentar lageana ainda não tem posição anunciada se ajudará ou não aprovar a série de mudanças nas aposentadorias.

ASSIM

A reforma previdenciária é necessária. E ela irá acontecer neste ano ou depois que o novo presidente assumir o Brasil. O problema reside apenas na perversidade do conjunto de medidas proposto. Não se combate o não recolhimento de INSS por segmentos, mas se institui regras que vão penalizar aquele trabalhador que terá que trabalhar até 65 anos para depois conseguir o benefício, independente do tempo de contribuição. Daí a perversidade. De qualquer maneira a proposta está posta e o resultado da votação deverá ser lembrado pelo eleitor na eleição de outubro. Até porque serão os atuais parlamentares que condenarão o trabalhador e mais tempo de serviço ou não.

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