Economia

Berneck: Donos da área contestam perícia

Como não se trata de processo em segredo de justiça, importante manter a opinião pública ao par dessa verdadeira cruzada que envolve a Prefeitura de Lages e os donos da área onde está prevista a instalação da planta industrial da Berneck. Como já informado, houve uma decisão judicial determinando a realização de uma perícia autônoma. Essa se apresentou apontando um valor pela área superior aquilo que o município avaliou, conforme consta:

Os donos da área haviam apresentado avaliação superior a R$ 6 milhões, incluindo as pouco mais de 70 mil árvores de pinus e os 566.425,00 metros quadrados pretendidos.

O QUE DISSE A PREFEITURA?

A Magistrada que cuida do caso determinou que prefeitura e os donos se manifestassem. O município compareceu aos autos apontando que discorda desse valor a mais apontado pelo perito (R$ 927.075,03). Entretanto, a prefeitura informou que se dispõe a depositar esse valor a mais, enquanto se discute incongruências da perícia judicial, desde que o Judiciário expeça a imissão de posse da área a ser encaminhada à Berneck.

E OS DONOS DA ÁREA?

Numa manifestação de hoje, 14 de junho, os profissionais que atuam no processo representando a família proprietária, atacaram também (assim como o fez a prefeitura) o conteúdo do laudo de avaliação judicial. Apontam nos autos que o mesmo inclusive é imprestável. Há argumentos e documentos anexados justificando as ponderações. E lançam dos autos uma nova avaliação, conforme se observa, contendo o histórico sobre a área:

Uma das polêmicas em relação a sequência de avaliações diz respeito ao tratamento dado pela área – de urbana ou rural. A avaliação apresentada pelos donos nessa manifestação de agora, pede um valor de R$ 4.846.321,37.

O QUE ACONTECE AGORA?

A Magistrada despachará se aceita a inclusão nos autos da nova perícia apresentada e, a partir disso, decidirá se dá a imissão de posse (solicitada pela prefeitura), enquanto se discute o mérito do processo. Ou então opta por instruir melhor o caso, com novos documentos, antes de dar uma decisão que, em tese – com a hipótese da imissão – teria caráter irrevogável.

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