Economia

Ceron: Sobre o anzol preso no beiço

Fecam promoveu debate sobre a pauta do Congresso depois da Reforma Previdenciária. Ideia é aproveitar o embalo e colocar em discussão a reforma tributária. E isso já iniciou pela entidade que representa os municípios, pregando nas cidades a necessidade de se construir as mudanças. Durante a explanação de técnicos em Lages, prefeito Ceron foi metafórico para definir a gula da União em relação a impostos e atribuições aos municípios:

“Sem pacto federativo não adianta reforma tributária, porque o governo cria programas como isca, os municípios se encantam e ficam com o anzol preso ao beiço”.

Ceron com os colegas prefeito Evandro (Urupema) e Alemão (Bom Retiro) ouvindo a respeito das propostas de reforma tributária

O QUE QUER DIZER O GRINGO?

Cada vez que o Governo Federal lança um programa, brilha os olhos dos gestores municipais para acessar a participação nisso. Entretanto, muitos prefeitos não percebem que tais programas podem ser chamados até de armadilhas porque repassam atribuições e são poucas as compensações federais. Exemplo é a estratégia da saúde da família – o antigo PSF. A União repassa parte dos recursos para custear o trabalho de agentes de saúde, mas as prefeituras precisam complementar a diferença salarial e bancar outros gastos. E em tese é para ser um programa federal!

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