Economia

Corte de araucária na pauta em Lages

Segue a cruzada em Lages, inclusive a partir de estudos de especialistas para que se libere o corte de araucária, a partir do chamado manejo sustentável. Há uma crença – bem verdadeira – que o corte seletivo se constituiria numa forma de renovação da floresta. Daí a ampliação do debate a respeito.

NESSE SENTIDO…

A Câmara de Vereadores, através de seu presidente Vone Scheuermann (MDB), realiza audiência pública na sexta-feira, 17. “O assunto em pauta tem sido motivo de estudos científicos os quais demonstraram que o cultivo e o manejo sustentável da espécie estaria diretamente ligado ao combate da extinção da árvore”, aponta a convocação para o evento liderado pelo vereador Vone.

Presidente Vone e o engenheiro Nilton Schneider com o vereador Thiago de Oliveira estiveram no DF esta semana convidando Valdir Colatto, que dirige o setor ligado às florestas no governo Bolsonaro

CONFERÊNCIA IN LOCO

Ao longo do mês de abril, a equipe da TV Câmara de Lages acompanhou o engenheiro florestal Nilton Schneider até localidades para conhecer propriedades onde há o cultivo da araucária. Em Ermida, interior de São José do Cerrito, existe um cultivo de aproximadamente 4.500 espécies, com sementes, vindas de Ponte Alta e Campo Belo do Sul, plantadas em 2006.

“O manejo sustentável possibilita uma floresta de melhor qualidade permitindo que outras espécies se desenvolvam e garante condições de crescimento da floresta ali plantada”, frisou Schneider.

ESTUDO TÉCNICO

O engenheiro florestal Nilton Schneider é autor de um estudo que comprova que a Serra Catarinense possui 36,2 árvores nativas e acima de 40 centímetros de diâmetro por hectare. “Existe a Portaria Institucional Ibama 001/96, que permite o manejo florestal sustentável de 40% da floresta com árvores nessas condições. Nessa situação, por exemplo, se extrairmos 12 árvores, ainda sobrará muitas árvores porta-sementes e aquelas menores”, observou.

OUTRO ESPECIALISTA

Em outra visita, na localidade de Farofa, interior do município de Painel, que possui mais de 84 hectares de pinheiros plantados, o engenheiro florestal e professor do CAV, André Hess, explicou que nesse espaço a floresta está num regime de estagnação, de diminuição do crescimento e que o resultado disso são árvores em competição com uma alta densidade.

“Aqui podemos ver mais de 300 indivíduos por hectare crescendo num espaço reduzido, o que prejudica a formação da copa, a produção de pinhão e a estrutura diamétrica futura dessa floresta” detalhou o engenheiro, que completou: “também ocorre outras características como a perda de diversidade de espécies e da regeneração natural”.

Fotos: Equipe de jornalismo da TV Câmara de Lages

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