Economia

Um em cada nove perde emprego em SC

Se você gosta de números acompanhe o raciocínio:

Santa Catarina possui 7.164.788 habitantes pelos dados do ano passado. De acordo com o IBGE, o PEA – população economicamente ativa é de 63%. Logo, no Estado temos uma população apta ao trabalho ou na peleia laboral de 4.551.816 pessoas. De acordo com pesquisa do Sebrae divulgada nesta segunda-feira, 20, quase uma em cada nove dessas pessoas perdeu o emprego nos últimos 30 dias por conta da crise gerada pelo Covid-19.

DADOS SEBRAE

De acordo com a sondagem, que analisou o universo dos pequenos negócios e das médias e grandes empresas, cerca de 406 mil pessoas já perderam seus empregos. A margem de erro é de 1.5 ponto percentual para mais ou para menos. A pesquisa cita que 34,45% dos empresários entrevistados afirmaram terem feito em média duas demissões desde 18 de março.

ANÁLISE DO SEBRAE

“Apesar das medidas dos Governos Federal e Estadual para estimular a manutenção dos empregos, o impacto ainda é muito significativo. São milhares de famílias catarinenses que estão sem fonte de renda”, analisa o diretor superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca.

AS PERDAS EM %

A pesquisa cita que houve redução no faturamento para 91% dos entrevistados. A partir das respostas se chegou a uma redução média de 64,63%. O valor total de perda no universo dos micro e pequenos negócios é de cerca de R$ 9,4 bilhões. O setor do agronegócio foi o menos impactado, com 69,3% dos entrevistados alegando queda média de 42% no faturamento.

MAIS PERDAS

No setor de serviços, a queda média de 62% foi registrada por 89% dos entrevistados, na indústria a média foi de 60%, apontada por 93% dos entrevistados. Por fim o comércio, setor mais impactado, teve queda média de 68%, apontada por 94% dos empresários.

OUTROS DADOS

34,57% dos entrevistados afirmaram que estão em atividade, mas com redução de produção. Já 26,5% estão em atividade com mudanças no funcionamento, 22,67% seguem fechadas aguardando liberação para funcionarem, 15,1% não tiveram mudanças na operação desde o início da crise, e 1,22% fecharam as portas e não voltam mais a funcionar.

10 MIL FECHARAM

Diretor técnico do Sebrae/SC, Luc Pinheiro, sobre esses 1,22% que fecharam as portas e não retornarão às atividades, aponta que:

“Esse índice parece pequeno, mas representa cerca de 10 mil empresas que encerraram as suas atividades no Estado. É significativo se pensarmos que tantos empresários não tiveram outra alternativa e precisaram encerrar suas atividades em um único mês”.

COBRANÇA POLÍTICA DOS

NÚMEROS DO SEBRAE

Colega do governador na eleição de 2018, a deputada Caroline De Toni (no futuro Aliança Pelo Brasil) compartilha na rede social a ‘fatura’ da crise, atribuindo as demissões às medidas erradas de Carlos Moisés.

Havia uma interpretação que as medidas adotadas no Estado foram demasiadas prematuras. E isso repercutiu nos dados ora compartilhados, atribuindo ao governador a responsabilidade dessa legião de desempregados em Santa Catarina

EM TEMPO

Os dados do Sebrae/SC indicam que essas demissões ocorreram 164.000 desligamentos em médias e grandes empresas e 242.000 pessoas demitidas nas pequenas e micro-empresas de Santa Catarina.

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2 comentários para: “Um em cada nove perde emprego em SC”

  1. Fez o que devia ser feito, com propriedade, com segurança e determinação! Salvou vidas, sim, que poderão vir a ajudar a restabelecer a economia. Não existe economia sem pessoas. Parabéns ao nosso governador. Exemplo a ser seguido…! Se o empresário tiver criatividade e bom sendo se reerguerá sem muitas dificuldades.

  2. Lamento, mas o governador estava correto com sua política de isolamento social e, infelizmente, cedeu à pressão de empresários. Agora é aguardar o descontrole. Não estamos discutindo se o sistema irá colapsar ou não, mas sim quando irá colapsar. Moisés, desta vez, agiu politicamente. E lavou suas mãos com o empresariado. A conta vai chegar, e espero que fique com FIESC, FACISC, FECOMERCIO e outros.

    O Brasil teve o “privilégio” de assistir a expansão do coronavírus em China, Itália, Irã, França, Reino Unido, EUA e outros países antes da doença assolar nosso território. Mesmo com essa significativa vantagem temporal, não soubemos aproveitar o tempo para preparar o sistema de saúde. Faltam EPIs para a equipe médica da linha de frente, testes para avaliação dos possíveis contaminados e leitos de UTI para casos mais graves.

    A política será de isolamento vertical? Seguiremos o exemplo do Japão, que hoje já abandonou esta prática? Ou da Coreia do Sul, que pratica a testagem em massa mas que em um dia divulga que mais de 200 pessoas que estavam curadas voltaram a positivar um teste, evidenciando a alta ineficiência dos testes rápidos (falso-positivo e falso-negativo)?

    Faremos os testes de RNA ou de avaliação de anticorpos? O que faremos com os negativos? Voltam ao trabalho? Quando serão testados novamente, dado o elevado índice de falso-negativos? E os positivos, ficam isolados em casa com os negativados? Não é difícil de entender o súbito aumento de casos no Japão, que praticava o isolamento vertical.

    Infelizmente caminhamos na contramão do mundo inteiro. E isto me deixa angustiado. O que falta para o Brasil mudar sua posição? Precisamos realmente de um banho de sangue, mesmo tendo dezenas de exemplos no mundo, até mesmo na América do Sul (, Manaus)?

    Uma das pregações do governo federal é o uso de cloroquina nos contaminados. Pois bem, os EUA simplesmente já abandonaram o discurso da hidroxicloroquina, dado o fracasso dos testes com militares da reserva do país. Mas, infelizmente, e novamente, vamos na contramão também dos EUA (que adota o isolamento horizontal e constatou a ineficiência da cloroquina).

    Agora, nos resta aguardar o colapso do Estado e da República. O discurso será que o vírus é potente, como é no mundo todo, e não estávamos preparados. Mas será que não estávamos preparados ou não quisemos nos preparar?

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