Economia

Criciúma conhece ‘os fundos’ do LagesPrevi

Enquanto a reforma da previdência aguarda apenas sanção e publicação para que entre em vigor, ainda é incógnita a aplicação das normas semelhantes para o funcionalismo dos Estados e dos municípios onde há regime próprio. Na Serra Catarinense temos Lages e Otacílio Costa com regimes próprios.

TEM ISSO

A PEC paralela para estender as regras até os municípios tramita, mas o empecilho será dar a vereadores a incumbência de aprovar projetos próprios, visto que a maioria não irá querer ‘se queimar’ com o funcionalismo.

DÉFICIT

Enquanto as novas regras não chegam, Lages, por exemplo, marcha todo mês com valor próximo a R$ 2 milhões para tapar o déficit com pensões e aposentadorias. Essa sangria tende a se estender por pelo menos duas décadas.

É MODELO

Mesmo nessa desigualdade entre o que arrecada e gasta com benefícios, o LagesPrevi ainda é referência. O fato de ser gestor de dois fundos: financeiro e previdenciário desperta interesse de outras prefeituras em conhecer o modelo.

DE CRICIÚMA

Tanto que o secretário da Fazenda, Celito Heinzen e a procuradora do CriciúmaPrev, Ana Carolina Mendes, estiveram em Lages. Vieram conhecer o sistema de gestão daqui.

Heinzen (direita) e Ana Carolina com os gestores de Lages dialogando sobre diferenciais do modelo daqui

SOBRE OS DOIS

FUNDOS DE LAGES

O Fundo Previdenciário abrange servidores que ingressaram no funcionalismo municipal depois de 31 de agosto de 2013. O servidor contribui com 11% e a prefeitura 18% de cada remuneração. É um fundo superavitário e nele não há problema de déficit.

E…

O problema está no Fundo Financeiro que conta com quase 1.000 aposentados e mais de 260 pensionistas. São 2.172 servidores para bancar essas despesas, precisando então que o município complemente mensalmente para bancar tais benefícios.

Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *