Economia

Manejo da araucária foi pauta em Brasília

MINISTRO ORIENTOU TRÂMITE DURANTE AUDIÊNCIA COM LÍDERES DA SERRA DE SC

Presidente da Câmara de Lages, vereador Vone Scheuermann, vem costurando a flexibilidade das normas, permitindo o chamado manejo sustentável da araucária. Ele tem análise de especialistas que indicam o fato de que a floresta não está sendo renovada porque donos de terras não deixam que novos pinheiros se criem.

O QUE ACONTECE ATUALMENTE

Lógica rural é de que a araucária se tornou empecilho à propriedade, porque onde se desenvolve, a área não permite pastagem e nem lavouras. Daí o dito popular de ‘cortar o mal pela raiz’ impedindo o crescimento de novas árvores resultando que as velhas deixam de ser produtivas. A ideia é o manejo sustentável com o corte daquelas de idade avançada e o repovoamento com nova árvores. É nisso que consiste o manejo sustentável que levou o vereador Vone e outras lideranças serranas a uma prosa com o ministro Ricardo Salles.

Juntamente com parlamentares como Carmen e Jorginho, vereador Vone teve oportunidade de detalhar o cenário atual da floresta de araucária no Sul do Brasil ao ministro Ricardo Salles

NADA GARANTIDO AINDA

O grupo deixou o Ministério do Meio Ambiente sem garantia de que haverá a curto prazo autorização ao manejo sustentável da araucária.  “Mas vimos da possibilidade dessa providência que é muito importante para o setor ambiental e econômico da Serra Catarinense. Falamos de uma providência onde todos ganham: A natureza que terá floresta renovada e a economia que pode potencializar o setor madeireiro com essa exploração sustentável”, acredita o presidente da Câmara de Lages.

MINISTRO APONTA CAMINHO

“O ministro nos deu o caminho que devemos seguir, para chegarmos a um momento onde consigamos fazer com que o a floresta de araucária tenha o seu manejo sustentável”, disse o secretário Executivo da Amures, Walter Manfrói, cujos municípios que integram a entidade têm muito interesse nessa demanda. O presidente da Amures, João Cidinei da Silva também acompanhou a conversa no DF.

Ministro Ricardo Salles orientou que é preciso ter ideia de quantitativos, como o número de árvores que se aplicaria o manejo sustentável. “Um inventário florestal é fundamental”, explica a deputada Carmen Zanotto

“Saímos dali com um sentimento positivo, pelo entendimento técnico da equipe do Ministério do Meio Ambiente”, aponta o vereador Thiago Oliveira (esquerda) que participou da audiência com Ricardo Salles. “Fica claro que é possível fazer o manejo e, por outro lado gerar dividendo aos proprietários rurais”.

PARA COMBATER EXTINÇÃO

Ideia não é propagar nada diferente da realidade atual em relação ao fato da araucária estar em extinção. “Não se nega a realidade do risco da extinção. Mas se aponta é que o manejo é o caminho para tirar a araucária do risco de extinção, com a renovação da floresta. Porque na realidade atual essa renovação não está acontecendo”, esclarece o vereador Vone Scheuermann.

COM APOIO DE AMBIENTALISTAS

O Ministro Ricardo Salles sugeriu que o estudo apresente o número de árvores a serem manejadas e o que essa medida representará em quantitativo de renovação. “Há um caminho, onde os próprios ambientalistas, que são bastante conhecedores da realidade, vão entender e ajudar a defender a medida. É por uma floresta melhor, renovada”, entende o presidente da Amures, João Cidinei.

À direita Manfrói ao lado de João Cidinei (ambos da Amures) com Colatto, outro defensor da política de manejo sustentável durante a audiência da manhã de quinta-feira no Ministério do Meio Ambiente

Fotos e informações: Jornalista Reginaldo Heine

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