Economia

Muda forma de tributação do vinho de SC

Nem todos os setores da economia estão reclamando de mudança na política tributária do governador Carlos Moisés. Alteração do sistema de cobrança do ICMS sobre o vinho produzido em terras catarinas agrada vitivinicultores. O ICMS sempre foi cobrado na venda do produto para o mercado, ou seja, na saída das vinícolas, o que forçava os empresários a anteciparem o pagamento ao fisco. Agora isso não mais acontecerá.

SIGNIFICADO 

Presidente da Associação Vinhos de Altitude Produtores e Associados José Eduardo Bassetti explica:

“Isso tinha efeito prejudicial duplo para o setor: a necessidade de buscar capital de giro para mover os negócios, num ambiente de juros elevados (o que comprometia em até 30% o faturamento) e o fato de o imposto pago ser bem maior do que incidia sobre os vinhos importados”.

Governador assinou a alteração do sistema de tributação para o vinho catarinense durante um ato com proprietários de vinícolas e produtores na Casa D’Agronômica

OPINIÃO A RESPEITO

Daniela de Freitas, presidente do Conselho da Vinícola Villa Francioni cita que os produtores receberam como estímulo a decisão do Governo do Estado de alterar o sistema de tributação. “A medida vem ao encontro do que desejávamos, tendo em vista que o imposto não será mais recolhido antecipadamente na saída da produção do estabelecimento, melhorando o fluxo de caixa dos produtores, bem como equaliza a tributação dos vinhos importados que também passam a ter o mesmo tratamento”.

Daniela de Freitas, do Conselho da Villa Francioni, no registro com o governador Carlos Moisés

SOBRE O MERCADO DE VINHO E

O NOVO SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO

Cerca de 90% do vinho consumido no mercado brasileiro é importado, em parte porque o sistema de impostos beneficiava o produto que vinha de fora. “Santa Catarina tem uma participação pequena no contexto da produção nacional. E competir em igualdade de condições permitirá que o setor cresça e aumente sua capacidade de investir e transformar o vinho num produto nobre, que ajude também o turismo”, afirma José Eduardo Bassetti. Ele ressalta que os vinhos importados entravam no país com valor muito baixo, prejudicando os produtores nacionais. Agora, com novas datas para o recolhimento do imposto, todos – produtores locais e importadores – vão pagar na venda, equilibrando as forças nas duas pontas. Na prática, não há redução do tributo, mas uma distribuição mais justa dos valores.

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