Evento

50.000 pagantes a menos na Festa do Pinhão

Como se trata de um evento executado pela iniciativa privada não tem (e nem precisa) apontar números financeiros oficiais da Festa do Pinhão. São dados para a organização analisar, pagar o custeio e torcer por salto positivo. Até porque, quando o modelo é privado, o foco não pode deixar de ser lucro.

ENTRETANTO

Em termos de faturamento, é preciso considerar uma redução de bilheteria. Os dados não são da organização. Mas estimamos que pelo menos 50.000 pagantes não compareceram. E a razão principal – para não dizer única – foi o movimento dos caminhoneiros.

PÚBLICO ESTIMADO

Em todos os dias com bilheteria tivemos público menor que aquilo que se esperava. Da abertura exclusivamente nativista com ingressos a preços populares, ao primeiro domingo com bilheteria e ingresso a preço popular, passando pela ‘quarta gorda’ e o sábado de multidão. Em todos os dias, em quantidade estimada, não fosse a instabilidade gerada pela greve nas rodovias, teríamos pelo menos 50 mil pessoas a mais ajudando a pagar o evento.

VALORES ESTIMADOS

Seriam, portanto, pelo menos uns R$ 2 milhões a mais de faturamento em bilheteria. Acrescente-se a essa matemática não oficial, que o cancelamento dos shows nacionais de domingo, e com isso os portões abertos, retira do faturamento (descontando custo de cachê) pelo menos mais R$ 1 milhão.

ESCLAREÇA-SE QUE ESSES MILHÕES

CITADOS NÃO SE CONSTITUEM LUCRO

Esses valores, naturalmente, para não crescer os olhos daqueles que erradamente pensam que o evento lageano é uma mina de ouro, não se constituem lucro. Trata-se de arrecadação para ajudar a custear um evento que, se fosse realizado pela prefeitura, sairia por bem mais de R$ 10 milhões.

ONDE SE GASTA TANTO?

Os gastos maiores (e não são poucos) bancados por Gaby e GDO são os cachês de artistas, estrutura de palcos, sonorização, mídia, segurança, montagens diversas no parque e pessoal.

Foi um alívio – e provavelmente mais para os organizadores ainda – ver esse mar de gente no parque na noite de sábado, 02. Mas não dá para se enganar. Não fosse a greve dos caminhoneiros, ao longo dos dias com bilheteria, seriam pelo menos mais 50 mil pessoas no parque

ESTIMATIVA DE PÚBLICO

QUE VIRIA A MAIS NA FESTA

Na nossa visão estimada de movimento no parque Conta Dinheiro, não fosse a intranquilidade gerada pela greve dos caminhoneiros (e outros fatores), teríamos a seguinte quantidade a mais de público pagante nos dias de bilheteria previstos na Festa do Pinhão:

Dia 25/05 – Mais 2.000

Dia 26/05 – Mais 5.000

Dia 27/05 – Mais 7.000

Dia 30/05 – Mais 9.000

Dia 31/05 – Mais 3.000

Dia 01/06 – Mais 5.000

Dia 02/06 – Mais 8.000

Dia 03/06 – 11.000 ou +

PORTANTO

Nessa estimativa bem modesta, são pelo menos 50 mil pagantes a menos. Número esse que os organizadores precisam considerar no planejamento realizado para fechar valores, pagar o evento e buscar uma diferença positiva, já que ninguém trabalha (e nem aposta num evento) sem visar lucro.

OU SEJA

Embora durante a Festa do Pinhão tenha se mantido um noticiário positivo, com crença de que o evento não fora afetado pelo movimento dos caminhoneiros, houve interferência, dificuldades, tensão e estresse em proporções enormes. E se não fosse esse modelo de festa, executado pela iniciativa privada, sendo o evento bancado pelo poder público, em tempo de contenção de gastos, a prefeitura estaria com um grande problema para administrar.

PORTANTO

Comemoremos a aposta de Gaby e GDO e sigamos acreditando que o modelo é esse. E que Beto Ody e seus colaboradores não desanimem. Ano que vem não terá Copa do Mundo, nem chuva anormal em Lages e muito menos greve dos caminhoneiros. Pelo menos torcemos para isso, não é mesmo?

Beto Ody e Lauri: Os caras que acreditaram numa Festa do Pinhão com linha de shows sem igual. E que, apesar dos imprevistos não planejáveis, a gente torce que continuem acreditando. Lages passou a precisar do tino e da aposta desses empresários em seu maior evento. Do contrário, a Festa do Pinhão deixa de ser assim, tão gigante, como vimos na noite de sábado!

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