Evento

Festa do Pinhão abaixo de mau tempo

NÃO É FAKE NEWS, É NOTÍCIA FICTÍCIA

Pense que se não estivéssemos mergulhados nessa angústia de pandemia, o noticiário abaixo faria absoluto sentido. Reforçamos o teor fictício do descrito na sequência, naturalmente:

Azar. Essa palavra poderia definir a sina dos organizadores da Festa do Pinhão. Nas últimas edições houve redução de fluxo de visitantes por causa de enchente e até greve dos caminhoneiros. Quando se pensava que em 2020 seria diferente, começa o evento e os presságios não são favoráveis.

OLHA O CONTEXTO

Desde a metade do ano passado a Serra Catarinense sofre com estiagem. Nos últimos meses a secura registra imagens impressionantes nos rios vazios e cidades convivendo com dificuldades de abastecimento. E quando se encaminha para a abertura da Festa do Pinhão, neste 5 de junho, a chuva torrencial paira no horizonte. Há previsão de 6 milímetros na noite de sexta-feira e 10 milímetros durante a madrugada do sábado, 06.

SEMANA QUE VEM ABAIXO D’ÁGUA

Embora os organizadores torçam para que o tempo firme, o que se desenha para a semana inteira de Festa do Pinhão é muita água. A chuva começa na terça-feira e só dará trégua no sábado. A quarta, véspera do Corpus Cristi pode registrar 40 milímetros. No feriado, a chuva é mais intensa e supera 60 milímetros.

POR CAUSA DISSO

Todo o investimento em infraestrutura, divulgação, logística e shows, incluindo até três atrações nacionais num único dia, como na véspera de Corpus Cristi e ainda a primeira atração verdadeiramente internacional do evento na sexta-feira,12, preocupa os organizadores. Estima-se pelo menos R$ 8 milhões investidos. Mas com tempo ruim, espantado público, a bilheteria, principal fonte de arrecadação para custear o evento, não deve corresponder àquilo que os organizadores esperavam.

Para piorar a situação, atravessamos a pior safra de pinhão em termos de produtividade de todos os tempos. A semente da araucária anda tão escassa que pratos à base de pinhão no Conta Dinheiro vai ser coisa rara. O jeito vai ser apelar para paçoca de amendoim e entrevero de aipim com bacon.

EXPLIQUE-SE

As fotos que ilustram o post não são fictícias. A primeira reporta a uma das edições pretéritas do maior evento de Lages tocado por Gaby Produtora e GDO. A foto das pinhas abaixo é da assessoria da prefeitura. E este relato, considerando a realidade de cancelamento do evento lageano devido à pandemia, retrata o risco que é apostar e investir numa edição, sem a garantia de retorno. A chuva (tão aguardada por causa da estiagem) chega exatamente neste período em que aconteceria o evento lageano (não fosse o cancelamento).

E DIANTE DISSO

Ainda há alguns viventes da paróquia que jogam pedras diante do arrojo de empresas como a Gaby e GDO que vinham a Lages, investiam, sem a garantia do retorno. Dá para dizer que a pandemia (e consequente cancelamento do evento) impediu que as empresas que investissem no evento neste ano, experimentassem de um prejuízo significativo, considerando o que se visualiza em termos de previsão do tempo e aquilo que, necessariamente, precisa ser aportado para garantir som, iluminação, preparo do parque, cachês de shows, mídia e outras perfumarias que integram o evento. Não dá para desencorajar. Mas é preciso arrojo para apostar num evento de resultado imprevisível!

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