Evento

Gaby e GDO na Festa: The End ou Tchamanhã?

“Não está fácil fazer a Festa do Pinhão”.

“Agradecemos a todos com carinho e gratidão”.

Duas frases que dão o tom da postura dos organizadores depois de realizar o evento em 2014 e depois por cinco anos já que a licitação foi por 12 meses prorrogada até 60 meses. Referências acima são do empresário Beto Ody, diretor da Gaby Produções que, vencendo a licitação, liderou a realização da Festa.

TOM DE DESPEDIDA

Embora fornecendo atrações para o evento desde o começo do século, a GDO como co-produtora se fez mais presente ao lado da Gaby nesses últimos 6 anos. E foi nesse período que experimentou de forma mais direta a angústia dos imprevistos que marcam um evento gigante. Ora com chuva, ora temporal, ora greve de caminhoneiros, ora tempestade de palavras tentando desconstruir um trabalho feito. E foi na soma de tudo isso que os organizadores fizeram uma espécie de hasta la vista durante coletiva na tarde de domingo.

Lauri da GDO e Beto Ody no fechamento da parceria das empresas com o evento Festa do Pinhão

FOI BOM, MAS FOI RUIM

Por mais de uma vez conversamos durante a festa com Lauri Schoenherr, o homem por trás da GDO. Chegou a puxar os dados de público que recebia em tempo real em seu smartphone para confirmar a preocupação. “Quem pegar esta festa terá que repensá-la. O evento se tornou muito grande, mas as dificuldades para realizá-lo são maiores ainda”. Segundo Lauri, o próprio poder público precisa mergulhar na realidade do que foi a edição deste ano para promover o novo certame. Realizar a Festa do Pinhão é um desafio, é algo bom. Mas o retorno e a repercussão, nem sempre são aquilo que se espera. Os organizadores não retiram da memória as pancadas recebidas especialmente pelo vereador Jair Júnior na audiência da Câmara.

‘MENTIRAS E PALHAÇADAS’

Sem citar os nomes dos vereadores, os organizadores na fala com a imprensa, referiram-se à dupla de legisladores falantes naquela audiência como protagonistas de ‘mentiras, encenações e palhaçada’. Houve na coletiva o repasse de dados sobre o aporte da prefeitura, diferente do que seria se o poder público tivesse tocado o evento. Entre Sapecada, Recanto e compromissos no parque, estima-se que o custo não chegou a R$ 500 mil. O evento, se realizado pela prefeitura, não custaria menos de R$ 10 milhões (shows, divulgação, estrutura) e o prejuízo beiraria tranquilamente quase a metade disso.

QUEM TOCARÁ EM 2020?

A resposta a essa indagação depende de quem vencerá a licitação. “Não sei se vamos participar. Vamos analisar o edital. Tem vereador que garante que vamos vencer a licitação. Quem sabe a gente desmente ele e nem participa”, disse-me Lauri Schoenherr. A prefeitura deverá finalizar o edital e lançá-lo com certa brevidade já que antes de outubro é preciso que a empresa vencedora já pense a edição vindoura, por causa da agenda de artistas.

AQUI E LÁ FORA

Enquanto tocava a Festa do Pinhão em Lages, a GDO realizava show em Mondaí e Novo Hamburgo. Em termos de faturamento, essas outras duas cidades, proporcionalmente, estavam bem mais interessante (vimos os dados). Daí que, de repente, para fugir das bordoadas verbais, os organizadores podem, de fato, até repensar e não insistir no evento lageano.

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