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A festa é isso e ponto final

DURANTE O EVENTO SURGIRAM TEORIAS SOBRE MUDANÇAS NA FESTA DO PINHÃO. MAS NÃO TEM VOLTA. A FESTA É ISSO!

Aconteceu durante o evento e deve se repetir nesses dias que vêm sobre o formato da Festa do Pinhão. Referimo-nos a debates sobre ‘resgatar a origem’ ou ainda de ‘devolver ao lageano seu evento’. Bobagem. Do jeito que é, a Festa do Pinhão não tem volta. A hipótese do poder público colocar a mão e puxar para si a organização não existe.

ASSIM

Se a Festa do Pinhão neste ano tivesse sido organizada pela Prefeitura de Lages estaríamos marchando com uma despesa extra – dos cofres públicos – superior a R$ 5 milhões. Daí viria aquele debate tolo para justificar que não seria gasto, mas investimento. Uma bobagem para justificar a farra de gastos. Para uma cidade com infraestrutura capenga e problemas em áreas como saúde e social, dar-se ao luxo de torrar R$ 5 milhões não se justifica se há outra forma de fazer sem tal despesa dos cofres do Paço.

O FATO É QUE…

A Festa do Pinhão somente será repensada e diminuída em formato (considerando o atual modelo) quando nenhuma empresa se interessar por realizá-la, como quase aconteceu neste ano. Talvez daí, o evento saia do parque Conta Dinheiro, invada a área central e se torne uma quermesse mais ampla. Entretanto, nos moldes atuais, o modelo é esse com grandes shows, multidões e aquele movimento bacana na cidade onde apenas os que se sentem excluídos fazem beicinho.

TALVEZ UM DESAFIO

O lageano não vai na Festa do Pinhão. Isso é fato. Pelo menos a maioria da população não vai. Talvez neste ano tenha melhorado um pouco o fluxo nos dias gratuitos, até porque foram cinco. Mas se estima que 2 em cada 3 lageanos não compareçam no Conta Dinheiro em dias com bilheteria. Alguns, inclusive vão meio que na obrigação para levar parentes e amigos que vêm a Lages por causa do evento. Talvez algum tipo de incentivo diferenciado colocaria mais nativos no Conta Dinheiro. Mas isso já se debateu interminavelmente.

MAS EM CAIXAS E BLUMENAU…

Um dos argumentos é de que a Festa da Uva e a Oktoberfest mobilizam mais a sociedade dos municípios onde os eventos acontecem. Mas não dá para comparar. Blumenau coloca a sociedade civil para ajudar cuidar da Oktoberfest. Lá estão as entidades de classe liderando a organização. Aqui a sociedade civil não quer saber de Festa do Pinhão. Não se imagina uma Acil, CDL, Sindicato Rural – para citar três exemplos – tomando conta da Festa do Pinhão no estilo ‘se precisar gastar nós bancamos’. Sem falar da Prefeitura de Lages, cheia de lenheiros mantendo o fogo de vaidades queimando, onde se quer mais aparecer que comparecer para ajudar. Daí que mudar o modelo do evento só se começar tudo de novo, com uma nova geração de pensantes sobre as coisas da paróquia.

Penso, mas respeito os que pensam diferente!

POUCA POLÍTICA (E POLÍTICOS)

DENTRO DO CONTA DINHEIRO

Na edição com menor fluxo de políticos dentro do Conta Dinheiro – e eles não fizeram falta – exceção foi o empresário Luciano Hang, um dos símbolos do bolsonarismo em terras catarinenses. Ele circulou no evento, frequentou ambientes e proseou com lideranças como Cristiane Pagani, vice-prefeita de Urupema e o vice em exercício da cidade de Lages, Juliano Polese.

ONDA HÁ, A CLUBE ESTÁ

Registrar aqui o trabalho de excelência da Clube FM 98,3. Acima os diretores jornalista Ioton Neto (esquerda) e Celeste Basquerotte (de azul) com Handerson Souza, Douglas Moraes e Maycon Lovat. E ainda Alessandra Simionatto, Carolina Sott e Nadine Amaral que, com outros integrantes do elenco, fizeram mais de 50 horas de conteúdo de Festa do Pinhão. Considerando ainda que Carol Sott manteve o portal SCC10 repleto de informações dos bastidores do nosso maior evento. Tarefa dada, tarefa cumprida com a Clube sendo Clube!

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