Geral

A tragédia segundo Jair Júnior

VEREADOR CONCEITUA COMO TRAGÉDIA A APROVAÇÃO DA REFORMA ADMINISTRATIVA NA CÂMARA DE VEREADORES.

O então vereador Adilson Canônica já discursava na Câmara que: ‘Política é igual carga de porco. Só reclamam os que estão por baixo’.

Sem querer ofender os porcos, mas o vereador Jair Júnior naquele poder/dever de discursar como oposição, chegou ao exagero de taxar como tragédia a aprovação da reforma administrativa de Ceron. Jair não deve ter ideia do que é uma tragédia no sentido real do termo. O que houve foi uma manobra política, típica de quem tem maioria na Câmara. E a oposição, que ele integra, não teve poder de articulação para, pelo menos costurar o teor do projeto, evitando que se chegasse à aprovação na íntegra, sem emendas e/ou alterações.

O QUE FOI APROVADO

Quando assumiu o segundo mandato, Ceron disse (lá em 2021) que pretendia fazer uma reforma administrativa, separando a Secretaria de Obras da área de Planejamento. Viu no primeiro mandato que a junção das duas (que ele mesmo fez), acumulou tudo para um único secretário. Mas Ceron demorou para implementar as mudanças: veio a pandemia, depois a lei complementar 173/20, que proibia aumento de gastos com pessoal e foi ficando para depois. Mas aquilo pretendido há 18 meses, concretiza-se agora. Não é uma tragédia, portanto. É uma decisão de gestão com providência e efeitos retardados.

O ESPERNEIO DA OPOSIÇÃO

Jair Júnior cita que foram criados mais 46 cargos comissionados. E duas novas secretarias municipais (no caso Seplam e Segurança). Observa que o custo será de R$ 2,7 milhões anuais a serem pagos pelos lageanos. Está certo o vereador de espernear, combater, discordar. Esse é o papel da oposição. Considerando ainda que, por causa do movimento das redes sociais (que já foi mais forte), há uma legião daqueles que não morrem de amores pelo Gringo. Daí a repercussão.

ENTRETANTO

A reforma administrativa aprovada não é tragédia. Pode ser solução para fazer uma Secretaria de Obras ser mais célere, uma Seplam menos morosa, inclusive com soluções mais urgentes à mobilidade (que é a letra M da nova estrutura). E sobre a secretaria de Segurança, nem precisa falar o quanto estamos precisando de reforço. Sobre os 46 novos cargos comissionados, qualquer posicionamento inteligente contrário (sem o exagero do discurso em forma de tragédia) vai encontrar concordância. É muita gente dependurada a mais no Paço. Mas sem o afoitamento de ficar tão chateado que não encontra outra palavra – exceto tragédia – para definir a manobra. Carece falas com estilo, típicas de quem domina o parlamento, que é o caso do referido vereador. Até para não dar razão ao Adilson Canônica.

Jair Júnior no seu papel de combater o bom combate, mas com alguns exageros que fogem da curva da postura de oposição

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *