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Ações tentam destravar o SISREG

AMURES, HOSPITAIS, SECRETARIAS DE SAÚDE, CONSÓRCIO DE SAÚDE, TODOS NO DESAFIO DE TORNAR CÉLERES OS PROCEDIMENTOS VIA SISREG

A palavra SISREG (abreviatura do Sistema de Regulação da Saúde) chega a causar calafrios nas pessoas. É sinônima de demora, lentidão e dificuldade de acesso a serviços e procedimentos de saúde. Há uma atuação conjunta na Serra Catarinense tentando mudar a realidade imposta a pacientes que aguardam uma eternidade de por procedimentos.

TEMOS BOAS NOTÍCIAS

Secretário executivo da Amures, Walter Manfroi, contou que a conclusão de um modelo considerado ideal, após diversas reuniões, foi que cada município fizesse a sua própria regulação no sistema. “Praticamente todos os 18 municípios da Amures estão implementando isso, de forma que avançamos muito rápido nas filas de exames e consultas pendentes”, disse ele, sem esquecer, no entanto, que ainda existem pendências em relação à média e a alta complexidade.

DO CONSÓRCIO DE SAÚDE

Segundo a diretora do Consórcio de Saúde da Amures, Beatriz Rodrigues, a partir de 1º de junho o consórcio iniciou um processo de capacitação e qualificação dos técnicos da saúde na região para que eles tivessem condições de absorver a demanda do Sisreg – antes centralizada em Lages. “A partir do momento em que os municípios iniciaram o processo de repatriamento das filas que aconteciam em Lages foi dada vazão ao fluxo represado”.

A iniciativa da discussão em âmbito de legislativo é do vereador Ênio do Vime (direita)

REGULAÇÃO PELO ESTADO

Quem participou de maneira remota foi a superintendente de Serviço Especializado em Regulação no Estado, Cláudia Gonçalves. Ela conta que a macrorregião serrana conta com uma rede cirúrgica de seis hospitais e mais duas unidades fora da região que dão apoio aos procedimentos em fila de espera. Sobre a situação dos dados não-atualizados de pacientes, Cláudia afirma que houve a contratação de equipes para atuar junto à Central de Regulação da Gerência Regional de Saúde e depurar a fila de espera.

PROVIDÊNCIAS REGIONAIS

De acordo com a supervisora regional da Saúde, Daniela de Oliveira, todos os processos de competência da regional estão sendo feitos para atingir o maior número de pacientes nas filas de espera. “Ampliamos a capacidade de cirurgias dos hospitais a partir de novos contratos. O hospital de São Joaquim tinha um contrato de nove cirurgias/mês agora chega a 82. A unidade de Bom Retiro passa a ter ativo um centro cirúrgico para 50 cirurgias/mês. Ampliamos a capacidade do Nossa Senhora dos Prazeres, tirando parte da fila da média complexidade de ortopedia para o Seara do Bem, para que possam focar na alta complexidade. Urubici está com o alvará sanitário liberado para o centro cirúrgico. Campo Belo está adaptando seu centro cirúrgico e equipe, posteriormente vamos habilitar Otacílio Costa e Anita Garibaldi”.

A SITUAÇÃO DE LAGES

“De tudo que conseguimos conquistar, o principal foi o fator de transparência e do compartilhamento das informações no que tange ao sistema de regulação. Temos pendências em relação à fila e sua transparência, sobre o tempo de espera e a posição que a pessoa está ocupando, mas isso é algo que todos ainda devemos evoluir”, aponta o secretário de Saúde de Lages, Claiton Camargo de Souza. O grande gargalo no serviço, segundo ele, é a baixa oferta de consultas ambulatoriais nas áreas de neurologia, endoscopia e colonoscopia.

Secretário Claiton (direita) e a dificuldade de especialistas para atenderem em áreas como neurologia, endoscopia e colonoscopia.

NO HOSPITAL NSP

Presidente do Conselho Gestor do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres (HNSP), Ronny Albert destacou que o forte da unidade são as cirurgias, sendo as maiores especialidades às neurocirurgias, cirurgias de trauma, cardíacas, as de grande porte e alta complexidade. “Temos cinco salas cirúrgicas atuantes, com capacidade de atender de 400 a 500 cirurgias/mês. Metade dessas são da rede de urgência e emergência, da porta aberta, que é a nossa vocação e atitude diária”.

NO HOSPITAL DO ESTADO

Diretor do Hospital Tereza Ramos, Mauricio Batalha Machado comemorou algumas evoluções obtidas nos últimos 24 meses, como a lista praticamente fechada de sobreaviso de médicos em quase todas as especialidades, o fim da fila de espera para exames ginecológicos, a redução de quase oito mil para três mil laudos de raios-X e de tomografia represados e a contratação de mais dois médicos anestesistas. Entre janeiro e a metade de agosto deste ano, o HTR realizou 1.793 cirurgias. “Nossa meta é sair de 250 para até 500 cirurgias ao mês”.

Batalha (direita): Mais de 1.700 cirurgias até agora no HTR. Assunto interessa à Serra. Tanto que o presidnete da Câmara de Correia Pinto (na foto ao lado de Maurício Batalha), Vilso Restirolla, acompanhou a discussão.

Fotos: Bruno Heiderscheidt de Oliveira (Câmara)

Conteúdo: Jornalista Everton Gregório

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