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Águas Limpas: Dinheiro chega ao Paço

JUDICIÁRIO LIBERA R$ 1.500.000,00 DA OPERAÇÃO ÁGUAS LIMPAS LIDERADA PELO GAECO. DESTINAÇÃO DE DINHEIRO RESPONDE PEDIDO DE VEREADOR DE LAGES

Assessoria do Poder Judiciário da Comarca de Lages compartilhou na boca da noite da segunda-feira, 22 (por sinal no dia do aniversário da cidade), uma espécie de ‘presente’ aos cofres municipais. Trata-se do repatriamento de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) oriundos da delação premiada dos dois empresários envolvidos nos esquemas da Semasa (na gestão do então prefeito Elizeu), na operação desencadeada pelo Gaeco, denominada Águas Limpas.

SOBRE A LIBERAÇÃO

O Ministério Público de Lages havia informado que teriam sido depositados R$ 1,4 milhão pelos dois empresários (pai e filho) e que os outros R$ 100 mil estavam prestes a serem encaminhados à conta judicial. Nesta segunda-feira, 22, com o montante total depositado, o Juiz Alexandre Takashima, titular da 2.ª Vara Criminal da Comarca de Lages, determinou o deslocamento dos R$ 1.500.000,00 da conta judicial para uma conta informada pela Prefeitura de Lages.

PARA ONDE VAI ESSE DINHEIRO, AGORA?

Já temos essa resposta, a partir de conversa no mês passado com o prefeito Ceron. Como é um dinheiro que entra na ‘Conta Mãe’ e pode ser usado para qualquer destinação, o prefeito quis dar uma especificidade ao montante. “Vamos investir nas obras da Unidade de Saúde que vai atender aos bairros Caça e Tiro, parte do Vila Nova, Bom Jesus e imediações. Ainda teremos que acrescer recursos de outras fontes, mas esse montante terá essa destinação”, apontou no mês de outubro Ceron ao receber a informação da chegada dos recursos, a partir de notícia do Ministério Público.

Registro de arquivo que temos do Juiz Alexandre Takashima de onde veio a determinação legal para a transferência de R$ 1,5 milhão de conta judicial para os cofres municipais, valores oriundos da Operação Águas Limpas

DIZ AINDA A NOTÍCIA ENVIADA

PELA ASSESSORIA DO JUDICIÁRIO

“Ao todo, nove réus foram condenados pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e crimes da lei de licitações, ocorridos entre os anos de 2013 e 2014. Somadas, as penas chegam a 83 anos e dois meses, e variam de prestação pecuniária e serviços à comunidade até reclusão em regime fechado, conforme o grau de gravidade de cada crime. Os outros sete réus, ex-servidores, terão que pagar, solidariamente , a quantia de R$ 2,6 milhões, a título de valor mínimo da condenação, a ser revertido ao Município”.

De se lembrar que esse outro montante de R$ 2.600.000,00 dos outros que receberam condenações pecuniárias na sentença proferida no Fórum da Comarca de Lages está em grau de recurso e o desdobramento demora um tempo considerável

EM TEMPO

Nesta semana o vereador Leandro Branco Lemos do Nascimento (PL) protocolou pedido de informações sobre as obras da UBS do bairro Caça e Tiro. Embora caiba ao prefeito responder, através de sua assessoria, a notícia esclarece ao legislador sobre a questão de dinheiro para as obras.

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