Geral

Ainda sobre os passos do PSD

HÁ QUEM VEJA O DESGASTE DO GRUPO POLÍTICO COMO LIMITADOR DE PROJETOS ELEITORAIS FUTUROS

Mantendo aquele cada um por si que marcou a disputa proporcional ano passado em Lages, vereador Gerson Omar dos Santos faz ventilar que pode ser o cara do PSD para concorrer a Estadual pela sigla ano que vem. No cenário há ainda o médico Heron Souza, que contabilizou bem mais votos que Omar e Polaco que, se não fosse o desgaste da candidatura sub judice esperava ir bem melhor nas urnas.

DE QUALQUER FORMA

Esse é o trio que se apresenta do PSD. Nas internas se fala que Colombo é que apontará o dedo para fazer aquela ligação mágica tipo no filme do ET, indicando o escolhido. Logicamente que a coisa começa com certo equívoco porque Colombo tem voto para se eleger a Federal, tentar ser Senador ou até, numa composição com as velhas paixões emedebistas, concorrer ao governo. Mas votos lá fora porque em âmbito de Lages ter o ex-governador como cabo eleitoral é temerário, pelo desgaste.

SEGUE DAQUELE JEITO

A gente chega a pensar que Colombo teria a contemporizar, deixar passar, por aquilo que seus conterrâneos entendem que, como governador, ele poderia ter feito mais para Lages. Mas não se vê isso. Parece inclusive que a vitória de Ceron ajudou a potencializar esse mal me quer dos nativos ao líder maior (sic!) de todos os lageanos.

DAÍ QUE…

Aquele colombiado para uma disputa a Estadual poderá passar por aquilo enfrentado por Gabriel Ribeiro (2018) quando tentou a reeleição. Ou seja, a rejeição enorme não pelo que é ou representa, mas pelos apadrinhamentos. Sente-se a insatisfação do eleitor local ao ponto de que se aparecer um jegue disputando a eleição vindoura periga receber mais votos (em protesto) que qualquer outro pangaré que esteja do lado do grupo que atualmente administra a cidade.

Puxemos o registro do Marlon Sá Molin sobre a razão de um chateamento ‘inexplicável’ do eleitor local com determinado grupo político

AINDA SOBRE ISSO

Conversava com colega sobre a deficiência estrutural de Lages. Temos uma Avenida Carahá que requer revitalização e dezenas de ruas nos bairros que precisam de asfalto. Situação que Ceron pode amenizar na cruzada das 300 (a serem asfaltadas). Mas estará longe de dotar a cidade com uma infraestrutura de excelência. E não por culpa do prefeito, mas falta de dinheiro. Não há sobra para tanta demanda. Daí ouvimos:

“Esse tipo de investimento tem que vir a fundo perdido do Estado. Era para ter acontecido isso quando tínhamos um governador por oito anos. Deveria ter sido despejado asfalto até dizer chega na cidade, deixando Lages com uma infraestrutura moderna, atualizada, dinâmica. Mas o asfalto que aí está é coisa do século passado, salvo poucas exceções e aportes através de empréstimo. E não há perspectiva de melhorias mais substanciais. Daí quando você me indaga sobre os vetores causadores dessa insatisfação política com os líderes locais, este é apenas um de uma mão cheia de dedos de exemplos. E detalhe: quem não fez, não vai fazer. Esqueça”.

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