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Alô: Celesc combate fiação clandestina

EMPRESA INTENSIFICA FISCALIZAÇÃO PARA FIAÇÃO DE INTERNET E TELEFONIA ATENDA O PADRÃO DE SEGURANÇA

Um dos empecilhos para o processo de revitalização das ruas centrais de Lages foi a fiação das chamadas compartilhadas, empresas de telefonia e internet que ocupam postes da Celesc. No caso de Lages, a prefeitura não poderia cortar os fios porque causaria apagão em tais serviços no Centro. Daí foi todo um processo demorado até que as empresas retirassem a fiação aérea e adequassem as instalações ao sistema subterrâneo.

Rua Nereu Ramos na fase da implantação da revitalização e a lentidão por causa das redes de telefonia e internet no trecho

CELESC ESTÁ MUDANDO ISSO

Não porque todas as empresas que compartilham postes o façam sem autorização, mas há uma ou outra que simplesmente instala a rede sem conhecimento da Celesc. Também há casos de fiação que entra em desuso e a responsável não retorna para a retirada, deixando os fios muitas vezes caídos, gerando dúvidas se são condutores de energia elétrica ou simples cabeamento de serviços. Por causa disso, a Celesc intensifica a fiscalização, manutenção e corte de cabeamento clandestino na faixa de infraestrutura compartilhada com empresas de telecom em todo o Estado.

SEGUNDO A CELESC…

“As ações de fiscalização buscam assegurar que os padrões técnicos desse uso estão sendo seguidos, para eliminar a poluição visual das redes e garantir a segurança da população e dos profissionais que operam esses sistemas”, explica o diretor de Distribuição da Celesc, Marco Aurélio Gianesini. Empresas responsáveis por cabeamento irregular podem ser multadas. 

Equipe técnica da Celesc em ação para coibir principalmente redes clandestinas e irregulares

COOPERAÇÃO TÉCNICA

Com o acompanhamento da Promotoria de Justiça de Jaraguá do Sul, a Celesc trouxe ao mundo um Protocolo de Cooperação Técnica. “Essa é uma iniciativa inovadora que terá a suspensão de penalidades previamente aplicadas como contrapartida às empresas que aderirem”, conta o gerente do Departamento de Telecomunicações da Celesc, Marcelo Pelin. O resultado dessa atuação em Jaraguá deverá ser replicado para outras partes do Estado. Lages tem pelo menos 15 empresas com estrutura de fiação na rede da Celesc.

COMO FUNCIONA A FISCALIZAÇÃO  

O trabalho de fiscalização para regularização e limpeza de cabeamento na rede compartilhada atenta para cabos em situação de clandestinidade (quando os fios não possuem identificação e/ou não estão vinculados à Celesc); à revelia/irregular (quando a rede instalada não teve projeto aprovado pela Celesc); fora dos padrões técnicos (quando a instalação não foi executada conforme projeto aprovado); e fiação desativada (quando os cabos não estão sendo mais utilizados e não foram removidos pela empresa responsável). Quando são encontradas instalações irregulares ou fora dos padrões técnicos, as empresas de telecomunicação são notificadas e têm prazo de 30 dias para regularizar a situação.  

CASO ESPECÍFICO DE LAGES

Para se ter ideia da indiferença de algumas dessas empresas, na instalação da passarela de pedestre entre os bairros Passo Fundo e Frei Rogério (a ser concluída em meados de fevereiro), a Celesc esteve do local retirando a rede elétrica, devido à altura da estrutura a ser colocada sobre a BR-282. Entretanto, as redes de internet e telefonia permanecem no lugar porque não há um papel (projeto) de autorização junto ao DNIT. Assim, quando da colocação da passarela, a fiação será cortada para que as empresas apareçam para regularizar as redes.

Celesc retirou fiação elétrica do local, mas cabos de telefonia e internet permanecem no espaço onde deveria haver documento autorizando a passagem das redes. Daí a providência será o corte para que as terceirizadas apareçam para regularizar a situação

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