Geral

Aplicação fake causa afastamento

MÁ FÉ OU IMPERÍCIA? É O QUE A PRÓPRIA SECRETARIA DE SAÚDE QUER APURAR DO EPISÓDIO, SEM CONCLUSÕES PRECIPITADAS

Nos grupos de rede social um manto de desconfiança se lançou entre um e outro que foi submetido à aplicação de doses de vacina da Covid-19. Aqueles que não tiveram reações das vacinas temem pelo risco de terem sido alvo da prática registrada em vídeo no drive thru do parque Conta Dinheiro. A aplicadora posiciona a agulha, executa a aplicação, mas o faz com uma rapidez tão grande que se torna inequívoco que a dose não foi projetada no organismo do vacinado.

Tão rápido chegou a informação ao Secretário de Saúde, Claiton Camargo de Souza, ele determinou o afastamento da colaboradora para apurar as circunstâncias do ocorrido (e fez o posicionamento acima). Ainda no sábado veio a nota informativa:

“Ressalta-se que a respeito da vacina não aplicada nesta sexta-feira (20), todas as medidas cabíveis já estão sendo tomadas, inclusive com o afastamento da vacinadora de suas atividades. A Prefeitura de Lages, juntamente com a Secretaria da Saúde, está apurando o caso”.

MAIS DE 3.500 VACINADOS

Segundo da Secretaria da Saúde, via boletim, foram vacinados 3.518 pessoas na sexta-feira, 20, considerando a segunda dose na Tito Bianchini e a primeira, a partir dos 19 anos, no drive thru do Conta Dinheiro. Na verdade, seriam 3.517 visto que o jovem do vídeo da aplicação falsa não pode se considerar vacinado.

Foram 12 horas de vacinação na sexta-feira, 20, em jovens a partir dos 19 anos no sistema drive thru do parque Conta Dinheiro. Mais de 3.500 doses aplicadas num único dia, mas o que repercute no dia seguinte é a aplicação fake de uma dose que acabou não deixando a seringa e indo para o braço do jovem alvo da imunização

NOSSA OPINIÃO

SOBRE O EPISÓDIO

É algo grave, reprovável e preocupante.

É importante que os gestores apurem a prática ocorrida. E mais que punir (porque isso ocorrerá a partir da apuração), é preciso afastar qualquer hipótese de tal prática ocorrer, reforçando-se o protocolo de mostrar a vacina à pessoa com o medicamento antes (seringa cheia) e depois (seringa vazia). Esse protocolo que testemunhamos nas aplicações que fomos submetidos transmite confiabilidade e transparência.

E MAIS

É aceitável desconfiança e crítica diante do episódio, porque, como observamos é algo grave. Mas sem politizar o assunto, até porque nenhum gestor público tem culpa por esse tipo de prática. Mas se não tem culpa, tem responsabilidade de corrigir e prevenir. Até para exteriorizar ao coletivo que o trabalho bonito que vem sendo feito não pode e nem deve ser arranhado por uma situação dessas que a gente torce que seja isolado!

Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *