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BR-116: Não é bem assim deputado Hélio Costa

Respeite-se imensamente o deputado Hélio Costa (PRB) pela postura combativa em defesa das demandas do Estado. Entretanto, carece de não exagerar e incorrer em erros, transformando seu release de atuação em fake news. Hélio Costa foi para a tribuna da Câmara reclamar, com certa razão, do que ele chama de descaso com a BR-116:

“A empresa – Auto Pistas Planalto Sul – cobra um pedágio de R$ 6,50 há 11 anos e não é capaz de implantar um metro de asfalto. Lamentável”.

VAMOS POR PARTE, DEPUTADO!

Essa tarifa a R$ 6,50 se comparada aos 2 pilas na BR-101 catarinense é, de fato, um valor muito alto. Isso poderia ser combatido. Porém, a concessionária tem feito alguns metros de asfalto no trecho nessa década de operação na BR-116. Há uma série de melhorias implementada. A rodovia antes e depois do pedágio deu uma guinada em termos de estrutura muito significativa.

Pedágio na BR-116 no trecho catarinense, de fato é caro, se comparado ao praticado na BR-101 em SC

E VEM MAIS ASFALTO AINDA

E além dos milhares de metros de asfalto já despejados no trecho catarinense da BR-116 (algo que a concessionária não faz mais que a obrigação porque está no contrato), agora há a previsão da duplicação do trecho lageano da mesma rodovia. As obras compreendem desde o Acesso Norte (ali na fronteira com Correia Pinto) até a futura Berneck (na fronteira com Capão Alto). Ou seja, tem asfalto e terá ainda mais.

Observe como deve ficar o cruzamento das duas rodovias federais que cortam Lages, com a duplicação da BR-116 e a BR-282 passando por baixo

MAIS RECLAME DO DEPUTADO

O parlamentar reclamou ainda que a concessionária, desde que assumiu a BR-116, tem fechado acesso às cidades e entrada de postos de combustíveis. “As empresas pegam a concessão e não sabem o que fazer, sem o projeto adequado”. Na verdade é o contrário. A concessionária somente fecha acessos por causa de projeto.

PARA ENTENDERMOS

Tais projetos consideram rodovias como um duto, onde os acessos devem seguir critérios e não cada um fazer uma entrada onde bem entende, expondo a risco os usuários. As entradas fechadas, até onde a gente sabe, atendem exatamente o critério de projeto e segurança. Só que alguns empresários e proprietários abrem tais acessos e tentam se garantir recorrendo à ajuda de deputados. Esses não conseguem reverter e resta reclamar.

A Vossko, uma gigante do setor industrial de Lages, teve o acesso fechado à BR-116 porque desatendia a norma de segurança aos usuários. A empresa precisou se adequar e o acesso passou a ser feito no próprio trevo do acesso Norte. Custou um pouco, inclusive ao município, mas ficou seguro e sem risco de acidentes.

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