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Câmara: Descompasso em nome do Paço

NÃO HÁ RAZÃO PARA TENTAR ISOLAR A OPOSIÇÃO NO LEGISLATIVO LAGEANO

A gente tem evitado o assunto porque é briga de cachorro magro. Não fosse a pandemia talvez os ecos do parlamento local reverberassem mais. Porém, exceto um ou outro em rede social, o coletivo lageano não está nem aí para o que vem acontecendo e deixando de acontecer em âmbito de Câmara de Vereadores.

O FATO É QUE…

Passa a impressão que a base de sustentação ao Paço no legislativo tirou Jair Júnior para Cristo. Há um esforço para isolá-lo, tirar-lhe a palavra e a oportunidade de se posicionar. Isso é besteira. Jair tem articulação nas redes sociais, embora não reverbere muito nos bairros, mas suficiente para mantê-lo na ‘missão incomodativa’, que ele faz muito bem. E a ideia de fritá-lo acaba lhe fortalecendo.

INCLUSIVE I

Jair Júnior somente não cria maior musculatura na política (pelo menos por enquanto) porque adota alguns posicionamentos infantilizados. Talvez com postura ‘mais adulta’ e menos debochada, o vereador do Podemos se torne esse eco de forma ainda mais clara.

INCLUSIVE II

Aquele rompante onde, gravando vídeo, Jair Júnior chama Ceron de canalha, ao falar sobre os repasses à Transul, não ajuda o vereador. Ora bolas. A gente também fica meio beiçudo vendo um dinheiro público que poderia ir para obras e ações ser despejado numa empresa. Mas não foi a empresa e nem a prefeitura que criaram essa regra. E o prefeito não tem opção de pagar ou não, visto que, se não o fizer, o Judiciário irá determinar nesse sentido, como ocorreu em Blumenau e Joinville. Como advogado, Jair Júnior sabe disso.

VOLTANDO À CÂMARA

Quem não deve, não treme.

E a administração de Ceron não responde nenhum processo judicial nesses mais de 50 meses de existência. Temer que um vereador ou meia dúzia deles, na oposição, venham causar prejuízos a uma gestão, numa discussão em comissão permanente é sofrer por antecedência.

POSIÇÃO DO PRESIDENTE

Gerson dos Santos compra a briga, mas o faz por orientação externa. Numa espécie de ‘vingancinha particular do grupo’. Acaba se queimando de graça e, enquanto poderia estar pensando em outros passos na política (como concorrer a Estadual), precisa ficar apagando incêndio com gasolina no plenário.

Quase metade dos integrantes do parlamento nesse registro onde Gerson dos Santos, o presidente (de costas), tenta solucionar impasse, mas sem acenar pela conciliação com seus pares na formação das comissões permanentes. Gerson pode não estar errado, mas está errando.

Penso!

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