Geral

Câmara retorna com clima tenso

TRABALHOS NO LEGISLATIVO IRÃO REVERBERAR DESDOBRAMENTO DA OPERAÇÃO MENSAGEIRO, INCLUSIVE COM PEDIDO DE IMPEACHMENT

Cabe ao ainda não muito experiente na condução da burocracia legislativa, presidente Aldori Freitas (MDB) a tarefa de conduzir os trabalhos da Câmara neste terceiro ano da atual legislatura. Com as assessorias técnicas e jurídicas na retaguarda, terá a missão de dar desdobramento ao clima mais tenso que deverá prevalecer por causa dos desdobramentos da Operação Mensageiro.

PEDIDO DE IMPEACHMENT

Consta como pauta inicial, além de receber a Mensagem do Executivo – a ser enviada por Juliano Polese (o prefeito em exercício) -, dar algum tipo de encaminhamento a um pedido de impeachment do prefeito Ceron que será protocolado nesta segunda-feira, 06, pelo vereador Jair Júnior (Podemos). Pedido do gênero, na verdade, pode ser feito por qualquer cidadão. Entretanto, o referido vereador já anunciou que protocolará o procedimento por conta dos acontecidos relacionados a Ceron.

CÂMARA TERÁ CAUTELA

Já podemos antecipar que não deverá ter desdobramento esse pedido de impeachment de Jair Júnior (Podemos). Pelo menos por enquanto. É que tal procedimento visa punir o gestor (prefeito) por crime de responsabilidade. E como o processo da Operação Mensageiro está em segredo de justiça, não se sabe qual o enquadramento a ser dado, diante do eventual envolvimento do prefeito.

ATENTE-SE QUE…

O Ministério Público protocolou a primeira denúncia contra os envolvidos na primeira fase da Operação Mensageiro lançada faz exatamente dois meses (06.12 a 06.02). E nem todos aqueles que estavam na lista vazada de envolvidos foram denunciados ao Judiciário (na primeira denúncia).

LOGO

A cautela sugere aguardar esse passo do MP/SC sobre denunciar os envolvidos e, naturalmente, o Judiciário acolher (aceitar) a denúncia para que os mesmos passem a ser réus e, consequentemente, responder pelos delitos para os quais foram acusados.

Do grupo do retrato, inclusive com um deles (Gabriel Córdova) que está secretário, salvo mudança de posicionamento, não há votos suficientes para votar e aprovar um impeachment do prefeito. São necessários 12 votos favoráveis (maioria absoluta) para tanto.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *