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Campo Belo do Sul: 23 anos a assassino

PENA FOI ESTIPULADA PELO JÚRI REALIZADO NA CÂMARA DE VEREADORES. A IRMÃ DO CRIMINOSO RECEBEU CONDENAÇÃO DE 6 ANOS

Antes do clarear do dia desta quarta-feira, 28, assessoria do Ministério Público de Santa Catarina compartilhava o desdobramento do Tribunal do Júri da Comarca de Campo Belo do Sul cujos trabalhos avançaram até a madrugada. O julgamento só foi terminar às 5h da madrugada desta quarta-feira, embora iniciado na manhã da terça-feira, 27.

OS ACUSADOS

No banco dos réus estavam os irmãos Ronaldo e Juliana Perão. Foram acusados pela morte da menor Ana Kamilli, crime ocorrido em 8 de fevereiro de 2019, no interior de Campo Belo do Sul. O crime brutal e covarde repercutiu na Serra Catarinense e no Estado porque, por dois dias foram feitas buscas tentando localizar a menor, cujo corpo fora ocultado após o assassinato.

20 HORAS DE JULGAMENTO

O julgamento iniciado perto das 10h da manhã teve duração de 20 horas. Os jurados acolheram a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina reconhecendo que o homem de 23 anos (Ronaldo Perão) e a mulher de 20 anos (Juliana Perão) planejaram e executaram o homicídio, que terminou com a vítima amarrada em uma árvore e coberta por folhas em uma região de mata.

PENAS IMPOSTAS

Ambos os autores julgados são irmãos e Ronaldo Perão foi condenado a 23 anos e seis meses de reclusão em regime inicial fechado. Foi enquadrado por homicídio com quatro qualificadoras (feminicídio, motivo torpe, emprego de recurso que dificultou a defesa e meio cruel), ocultação de cadáver e corrupção de menor. Após o veredito, ele retornou à Penitenciária de São Cristóvão do Sul, onde já estava preso preventivamente. Juliana Perão, irmã de Ronaldo, foi sentenciada a seis anos de reclusão por homicídio simples.

O julgamento aconteceu na Câmara de Vereadores de Campo Belo do Sul, das 9h de terça-feira (27) às 5h de quarta-feira (28). A acusação foi conduzida pela Promotora de Justiça Cassilda Santiago Dallagnolo e pelo membro do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri, Promotor de Justiça Ricardo Paladino.

O Policial Civil que conduziu as investigações, Paulo Sérgio Ramos Batista, foi o primeiro a testemunhar. Durante mais de duas horas, ele apresentou um relatório completo com as provas coletadas ao longo do processo e disse não ter dúvidas quanto a participação dos irmãos no crime.

DETALHE TORPE

O assassinato e a irmã, ambos condenados pelo Tribunal do Júri, chegaram a ajudar nas buscas para encontrar a menor então desaparecida.

Informações e fotos: Assessoria de Comunicação MP/SC

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