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Ranzolin ‘ajudou’ evitar mudança da Capital

Lá na chegada do ano de 2.100 haverá o resgate da história da virada do século anterior. Por certo o político lageano Ivan Ranzolin merecerá algumas linhas. O homem que não podia ver distrito que ajudava a transformá-lo em município (e isso é uma cruzada positiva dele) também deve ser lembrado por ter tido a oportunidade de votar para permitir aos catarinenses opinarem – via plebiscito – para tirar a Capital de Florianópolis e colocar ali em Curitibanos.

ENTENDA A HISTÓRIA

O artigo 3.º dos Atos de Disposições Transitórias da Constituição de Santa Catarina estabeleceu que “os eleitores catarinenses deliberarão, na consulta plebiscitária a ser realizada no dia 7 de setembro de 1993, sobre a transferência da Capital do Estado para o Planalto Serrano, no município de Curitibanos”. E o § único do referido artigo aponta que tal plebiscito seria regulamentado por Lei Complementar (por norma posterior a ser providenciada pelos deputados).

ANTES DE MAIS NADA…

É importante esclarecer que essa coisa de tirar a Capital de Floripa e colocar em Curitibanos não é invencionice. Está lá na Constituição do Estado a previsão para tanto. Impossibilitada a realização do plebiscito em 1993, surgiu a possibilidade disso ocorrer em 1995.

Advogado João Carlos Matias resgatou o assunto em sua coluna no Correio Otaciliense desta semana. E pesquisando, descobriu que, por causa de um voto, que poderia ter sido de Ivan Ranzolin, o plebiscito deixou de acontecer.

O inteiro teor da coluna está nas páginas do Correio Otaciliense, revivendo inclusive o episódio onde o então governador Hercílio Luz determinou estudo para instalar a Capital Catarinense no interior de Palmeira

OU SEJA

O assunto não é folclore ou invenção. Está tudo guardado em documentos, atas e registros, evidenciando que se articulou mais de uma vez a hipótese de tirar a capital dos catarinenses da Ilha de Florianópolis. Mas daí o Ranzolin faltou na sessão, o outro não apareceu na reunião e assim por diante!

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