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Ceron e o outdoor errado em Lages

CASA DO CONSERVADOR COLOCA OUTDOOR COM A CARA DOS VEREADORES QUE MANTIVERAM SALÁRIO DO PREFEITO PRESO. MAS O OUTDOOR DEVERIA SER OUTRO

Não há uma viva alma em Lages que concorde com o fato do prefeito afastado e em prisão domiciliar continue recebendo o salário de R$ 26.000,00. Porém, uma coisa é essa indignação coletiva, esse discordar predominante, esse chateamento inclusive daqueles que votaram em Ceron, em relação à situação posta. Jamais escreveríamos que os chateados do pago não têm razão. Decepciona e muito a situação posta, onde o assunto sangra e o nome da cidade é exposto de forma lamentável.

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Não há qualquer levantamento de mão para tentar retirar da população esse direito de se indignar, em relação ao prefeito preso e recebendo os R$ 26 mil mensais. Entretanto, é preciso separar essa revolta coletiva com razão dos discursos aproveitadores para tentar pegar carona na desgraça da cidade para se promover.

ASSIM

Não é preciso ter Curso de Direito, mas basta uma quarta forte para entender que aquilo que está na Constituição Federal ou e uma Lei Federal não pode ser derrubado por vereadores. Daí que soa demagogia uma peça cobrando vereadores por não terem derrubado o salário do prefeito. Se eles assim o fizessem, além de não valer para Ceron, ainda seria anulada a votação pela chamada usurpação de competência legislativa.

…Por isso que o outdoor colocado na Avenida Carahá evidencia certo oportunismo. Nenhum vereador de Lages tem poder de mudar o que está em lei federal.

MAS

A Casa do Conservador – instituição absolutamente respeitada e que a gente torce que tenha vida longa e renda bons frutos para Lages – poderia iniciar uma cruzada para que a bancada federal (que é maioria conservadora) mude a legislação. E alterando lá no Congresso a lei que garante que prefeito preso seja afastado ‘sem prejuízo do salário’. Daí sim, corta-se o salário, sem depender de decisão de vereador.

O OUTDOOR DEVERIA SER OUTRO

O que estava no poder dos vereadores de Lages fazer – e a Casa do Conservador na época da votação poderia ter ajudado a pressionar – é ter votado pelo impeachment de Ceron. Se isso tivesse sido aprovado, o salário seria cortado automaticamente. O impeachment é um instrumento legítimo dos vereadores, dentro da lei, para estancar o gasto dos R$ 26 mil.

INCLUSIVE

A Casa do Conservador poderia colocar outdoor com a cara dos vereadores que votaram contra o impeachment. Isso sim não soaria oportunismo. Porque estava (e talvez ainda esteja) ao alcance dos vereadores essa providência, dentro do poder e competência deles. A menos que haja algum vereador que votou contra o impeachment e a Casa do Conversador não quer magoar.

IMPORTANTE

Entendam inclusive que não é crítica ao outdoor com a cara dos vereadores que votaram contra o fim do salário do prefeito. Mas um apontamento de que o conteúdo é errado. A medida correta seria a pressão e a exteriorização daqueles que votaram contra o impeachment, providência que caberia, e talvez ainda caiba, aos vereadores.

Um outdoor com as caras dos protagonistas da votação do impeachment acima faria todo sentido porque essa providência estancaria gasto com salário do prefeito afastado e preso.

POR QUAL RAZÃO NÃO SE ENTRA COM IMPEACHMENT DE NOVO?

Muitos indagam isso. Mas para que o processo volte a tramitar no legislativo, é necessário outro fato determinado e não o mesmo. Ou seja, se a CPI da Semasa descobrir ‘coisas diferentes’ além da investigação do Gaeco, enveredando as irregularidades para além daquilo já exposto, daí sim pode ocorrer um novo procedimento de impeachment.

Isso inclusive explica a importância da CPI, mas para apurar suspeitas além daquilo que o Gaeco já apurou no âmbito da Operação Mensageiro

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