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‘Não se faz gestão em cima de palpite’

PREFEITO ANTONIO CERON FALOU AO SBT MEIO DIA E PEDIU MENOS CRÉDITO A PALPITEIROS

“Se você, eventualmente, apresentar um sintoma ou outro e quiser ouvir conselho ou palpite de quem quer que seja, fique à vontade. Mas no final considere aquilo que seu médico vai orientar. Ele sabe, ele estudou para isso”.

Palavras acima do prefeito Ceron falando ao jornalista Fernando Machado (SCC/SBT) sobre medidas e resultados delas durante o jornal das 12 horas desta terça-feira, 06.

MENOS CASOS

Prefeito citou a redução em 70% no número de casos ativos da doença em Lages (desde o fim dolockdown). Observou que fora criticado por causa da suspensão da vacina no feriado de Páscoa (Sexta e domingo). “Mas não teríamos doses suficientes para manter o mesmo ritmo, infelizmente”.

LAGES QUER MAIS, PORÉM…

Segundo Ceron, já houve diálogo com a Secretária Carmen (Saúde) para tentar disponibilizar mais doses. “Mas tem um plano de imunização que temos que seguir”. O prefeito citou a existência de 410 vacinas para a primeira dose e outras 1.070 a idosos. “E mais uma reserva para a segunda dose que, se não recebermos mais, faltará”.

QUESTÃO DOS PALPITEIROS

Ceron se queixou dos palpiteiros em relação ao enfrentamento à pandemia. Tem muita gente (por certo nós da imprensa também) dando palpite sem entender a dinâmica do que vem acontecendo em termos de gestão da crise. Daí alertou que é preciso confiar na ciência e nas ações em andamento. “Não se faz gestão em cima de palpite”.

MAIS PALPITE

O prefeito também fez referência à questão dos palpiteiros e o tratamento procede. Não é porque numa cidade se adota e se entende como certo que Lages se afastará da ciência e daquilo que orientam os médicos. “O que os médicos definirem com pacientes terá o respeito do poder público. Não cabe a nós determinar protocolo de tratamento. Cabe a quem estudou para isso”.

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1 comentário para: “‘Não se faz gestão em cima de palpite’”

  1. Boas palavras do Ceron.

    O Brasil é o país dos cientistas do zap e dos negacionistas.

    Se desde o começo da pandemia tivesse havido uma gestão coerente e alinhada a ciência, quem sabe pudéssemos estar em um patamar com números de mortos muito reduzido e de vacinados muito maior.

    Certo fez em respeitar o direito de cada profissional em receitar aquilo que tenha competência de prescrever a partir de seu estudo científico, indo contra ao uso da ciência como ferramenta ideológica.

    Cada profissional pode prescrever o que quiser, e também arcar com as consequências de eventuais efeitos colaterais nos pacientes.

    Fez bem também em não citar o contexto federal, pois isso atiçaria uma minoria de raivosos, ignorantes e negacionistas e seus representantes.

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