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Como fica Lages para 2024?

A ELEIÇÃO ESTADUAL GERALMENTE DÁ UM NORTE PARA A SUCESSÃO MUNICIPAL. MAS ESTA CONSEGUIU O INEDETISMO DE MANTER O CENÁRIO INDEFINIDO E ABERTO

A reeleição de Moisés traria o grupo do governador de mala e cuia para dentro do Paço e se construiria um projeto político para a próxima eleição. Juliano Chiodelli era o alvo dessa engenharia. Com Moisés fora das urnas, ampliou-se a nebulosidade do cenário. Não arriscaria citar nenhum nome que tenha saído fortalecido em âmbito local para concorrer à prefeitura, considerando que Carmen Zanotto é nome natural, mas tem aquela realidade de possuir mandato federal.

LÓGICO QUE…

Toda eleição enseja uma realidade própria. Mas aqueles que foram para as urnas se fortalecer em busca de votos, somaram tão pouco que ficam numa condição de igualdade pangarelística. Havia crença de que a chamada direita de Lages, que escalou Jonata Mendes e Gabriel Ribeiro, poderia despejar os votos nessa dupla e potencializá-los para o pleito municipal. Mas os números de ambos nas urnas não encorajam. Apostaria hoje em um ou outro empresário que atua ajudando Jorginho e Bolsonaro para, de repente, ser esse fato novo para 2024.

POR OUTRO LADO

Já escrevemos aqui que ainda na comemoração da eleição, Lucas Neves disse no domingo da votação, que estava com o grupo que o ajudou, inclusive pensando em 2024. A questão é o nome. Jair Júnior, por exemplo, ainda não transmite confiança coletiva, embora esteja mais maduro e não é nome fora do radar. Da Câmara, excetuando o próprio JJ, não se criou ninguém eleitoralmente encorpado para uma disputa à prefeitura.

E PELO ATUAL LADO

PSD e PP amargam as maiores derrotas nas urnas em Lages. Um pouco pela baixa quantidade de votos que seus candidatos fizeram e outro pouco porque, como siglas que administram a cidade, deveriam ter feito mais, muito mais nas urnas. Até os 38 mil votos a Colombo evidenciam que o partido precisa se reinventar para voltar a agradar mais de 50 mil lageanos, quantidade necessária para eleger um prefeito com tranquilidade.

PORTANTO E INCLUSIVE

Se a eleição estadual dava um norte dos fortalecidos para a disputa dentro de 20 meses em Lages, dessa feita a votação só confundiu e indefiniu. Não há ninguém no horizonte que se possa apontar o dedo e disparar: esse é o cara. E isso acaba sendo interessante porque, na falta de um bom nome, temos vários nomes que podem ser bons.

Lages não fez surgir nenhum nome de destaque para 2024. Portanto, o cenário está aberto inclusive àqueles que se testaram nas urnas

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