Geral

Como foi o final de semana na UPA?

Tenso. Assim pode ser definido o primeiro final de semana de atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Lages devido à crise causada por situações relacionadas em nota à população emitida pelos médicos e agravada pelo fato dos mesmos profissionais se negarem a preencher a escada de serviços a partir da sexta-feira, 1.º de julho.

O QUE APURAMOS?

RETORNO – Daqueles que integram o corpo médico da escala, houve casos de quem desistisse da ideia de não participar da mesma, integrando-se ao trabalho.

PRESSÃO – Médicos que vieram de outras partes do Estado estariam sendo pressionados a desistir de atuar na UPA de Lages. Eles mesmos estariam se sentindo deslocados por causa disso.

SEM DESLIGAMENTO – Oficialmente todos os médicos, inclusive aqueles que resistem à ideia de continuar trabalhando na escala (pelas razões fundamentadas que expuseram na nota à população) seguem credenciados e aptos a assumir o plantão.

SEM DEMISSÕES – Colega Olivete Salmória informou – tendo como fonte a rádio corredor – que o diretor Gilmar Ribeiro e a gerente de enfermagem Fran Mendes teriam sido demitidos. A informação oficial nega que isso tenha ocorrido. “Não tem ninguém fora. Mas neste momento tem mais pessoas ajudando na gestão da UPA”. Essa é a informação oficial que obtivemos afastando demissões, mas com providências para reforçar a equipe.

CRM NA UPA – No sábado um Conselheiro do CRM esteve na UPA. Constatou situações relatadas por médicos e pelos gestores públicos. O próprio secretário Claiton Camargo de Souza dialogou com o representante do Conselho, que tem a tarefa de acompanhar a atividade médica. A presença teria gerado incômodo por parte de um ou outro profissional.

ENTENDA A SITUAÇÃO

Os médicos da UPA, a partir de um rol de reclamações, inclusive aumento da hora plantão de R$ 120,00 para R$ 150,00 em julho e depois R$ 170,00 em agosto, negaram-se a preencher a escala deste mês. A prefeitura decretou situação de emergência em saúde pública e começou a chamar médicos de outras partes do Estado e do País para não deixar a UPA sem atendimento médico. Os serviços têm se mantido em caráter mais precário, devido ao limite de profissionais em atividade. Porém, mesmo precariamente, a escala está mantida.

QUEM TEM RAZÃO?

Ninguém. Absolutamente ninguém tem razão nesse cabo de guerra. A Prefeitura de Lages não gerenciou a situação antecipadamente, evitando que a crise chegasse a esse estágio. Há demandas apresentadas pelos médicos na carta à população que precisariam (e continuam precisando) de providências por parte do poder público. Inclusive porque a opinião pública estará ao lado desses profissionais na cruzada por melhor estrutura de trabalho e inclusive maior valorização pelo que fazem.

MAS…

Os médicos jamais vão ter razão ao se negar a preencher a escala de plantão e atender a população. Que busquem outras formas de pressão para terem o que pedem atendido, mas não deixando de atender as pessoas. A opinião entenderá o ‘boicote’ ao atendimento como ganância, como pensar só em dinheiro. E isso transparece, diante da postura aloprada de deixar de atender o povo.

Entenda-se que não se retira o direito dos médicos em buscar ambiente adequado de trabalho, entregando um serviço melhor aos pacientes. Isso todos vão estar ao lado dos profissionais nessa cruzada. Mas deixar de atender para fazer pressão é um caminho questionável!

SEM POLITICAGEM

E qualquer pessoa que discursar considerando correto que os médicos deixem de atender para pressionar para ganhar R$ 50,00 a mais na hora plantão, o fará por posicionamento político e não em defesa dos pacientes. Esses nada têm a ver com a crise desencadeada a partir de falhas na gestão pública, situação que não se deixa de evidenciar como verdade.

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