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CPI: O protagonismo de Jair Júnior

VEREADOR OCUPA A MAIS IMPORTANTE FUNÇÃO DA CPI DA SEMASA E VAI LIDERAR AS INVESTIGAÇÕES VIA PARLAMENTO LAGEANO

Com mérito inconteste na articulação, costura técnica e desdobramento daquilo que mirou, Jair Júnior (Podemos) é o principal protagonista na CPI instalada na Câmara de Vereadores para apurar possíveis irregulares na Semasa. Por maioria de votos, foi apontado como o relator da CPI. É a principal função porque caberá a ele compilar todo o material coletado com documentos, depoimentos e outros dados, formando um relatório de tudo que for apurado. Com seu tecnicismo pelo conhecimento jurídico, experiência legislativa e postura crítica em relação a tudo que está posto, não se espera pouco desse trabalho que dá seus passos iniciais.

ONDE CHEGARÁ A CPI?

É uma resposta impossível atualmente.

Mas é fato que a investigação poderá ir bem além daqueles nomes já apurados na Operação Mensageiro, em relação ao envolvimento em possíveis irregularidades. A investigação do Ministério Público – aponta a peça que instruiu o procedimento enviado ao TJ/SC – não detalha muito os modus operandi das supostas irregularidades. A CPI pode trabalhar nisso, inclusive e principalmente, buscando respostas sobre tudo aquilo que foi apresentado em forma de Pedido de Informações pela Câmara e que nunca chegou ao parlamento resposta convincente ou satisfatória.

SOBRE O TRIO COADJUVANTE

Em momento algum a vereadora Suzana Duarte puxou para ela a ideia de ser relatora ou presidente da CPI. Votou naqueles eleitos para a função. Enio do Vime parece na comissão o sentido metafórico do boi de piranha. Foi colocado lá por circunstâncias diversas. Katsumi Yamagushi não tem o traquejo legislativo para conduzir um trabalho do gênero, embora, respeitosamente, não lhe falte esforço e dedicação. Ela queria ser a relatora, mas se fosse, daria um carimbo chapa branca (parcial) ao trabalho.

O PRESIDENTE DA CPI

Heron de Souza parece ter se tornado a Madalena Arrependida da CPI. Ele votou contra o impeachment de Ceron e nas redes sociais é considerado alinhado ao Paço. Mas disse, inclusive aqui na página, que não vai passar a mão na cabeça de ninguém. E fará o trabalho técnico e austero. Deu a entender que se arrependeu de votar contra o impeachment. Porém, paira certa desconfiança se o vereador que ajudou livrar Ceron do impeachment vai mesmo usar da imparcialidade política na condução dos trabalhos. Pela pressão que recebeu depois que votou contra o impeachment, tendo assimilado o recado, deverá ter a austeridade pregada. Terá que praticar gestos para evidenciar tal postura do doa a quem doer.

O RELATOR DA CPI

Por seu turno, Jair Júnior executará a liturgia da função como vereador e opositor. Não poupará nada. Absolutamente nada. É a oportunidade de consumar o trabalho em cima de tudo aquilo que combateu ao longo dos últimos tempos. Há quem veja risco de uso político da CPI. Bobagem. Toda a CPI é política. E tem que ser. E Jair Júnior tem a grande oportunidade de se agigantar na tarefa de fazer jorrar águas limpas na Semasa ou se manter como uma figura de coragem, mas que não vai longe, caso a CPI não dê resultado além daquilo que a Operação Mensageiro está dando. O lageano não espera menos de Jair Júnior.

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1 thought on “CPI: O protagonismo de Jair Júnior”

  1. Caro Édson não votei contra o impeachment e sim contra a investigação inicial para o processo de impeachment porém depois daquela sessão sugiram publicamente fatos que nos esclareceram a respeito de dúvidas que tínhamos .
    Agora me sinto mais seguro para participar com isenção neste trabalho da cpi e poder contribuir com o mp e cumprir nosso papel constitucional

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