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CPI vai ouvir Elizeu e Toni

TRABALHO BUSCA RESPONSABILIZAR PREFEITOS ATUAL E ANTERIORES PELA OCUPAÇÃO DE TERRENO PÚBLICO NO DISTRITO DE ÍNDIOS

40 dias. Esse é o prazo estabelecido pelos próprios integrantes da CPI que apura irregularidades na ocupação temporária do terreno que fora comprado pela SC Parcerias (depois SC PAR) para abrigar a montadora de caminhões chinesa, Sinotruk. No primeiro dia de outubro o relator da comissão, vereador Jair Júnior, quer apresentar o relatório final para que os membros avaliem e votem. Até lá, duas curiosidades. Nesta quinta-feira, 23, o ex-prefeito Toni Duarte e na segunda-feira, 27, o ex-prefeito Elizeu Mattos, serão ouvidos.

O QUE BUSCAM ESSAS OITIVAS?

Na prática a intenção dos fomentadores da CPI é atribuir crime de responsabilidade ao atual prefeito Antonio Ceron, visto que há uma ocupação precária do imóvel, sem ter ocorrido qualquer trâmite administrativo para tanto. Porém, como essa ocupação é pretérita a atual gestão, os prefeitos anteriores também serão inqueridos. E se houver responsabilidade de um, em tese, haveria dos três.

Curioso no contexto é que a presidente da CPI, vereadora Elaine, é do mesmo Cidadania, partido presidido pelo ex-prefeito Toni Duarte. Mas é só uma curiosidade mesmo!

QUAL DESDOBRAMENTO

DE UMA CPI ASSIM?

Concluído o relatório pelo vereador Jair Júnior, que deve ver irregularidade na ocupação, o documento é colocado em votação na comissão. Sendo aprovado é encaminhado ao Ministério Público que, avaliará o teor e, a partir disso decide por patrocinar representação contra este ou aquele arrolado nas investigações.

SERIA O PRIMEIRO PROCESSO DO GRINGO?

Em colocando os três gestores (Ceron, Elizeu e Toni) na vala comum por crime de responsabilidade, por omissão de providências diante da ocupação de uma área pública, a CPI tentará emplacar o primeiro processo contra Antonio Ceron. O atual prefeito caminha para fechar o quinto ano de mandato e, até agora, em relação a pecados administrativos que pudessem lhe dar dor de cabeça, Ceron é primário.

Para os lageanos, o que mais se espera em relação ao assunto, é que aqueles recursos estaduais liberados pelo governador Moisés entrem em ação para terraplanagem que permita a ocupação do terreno onde seria a montadora (foto de arquivo de Zé Rabelo à época da ideia da instalação da montadora

SERÁ QUE A CPI APUROU ISSO?

Na CPI se chegou a prospectar que o terreno teria uma destinação para um grupo econômico, mas que a atual administração fez corpo mole sobre isso. O que o poder público fez, e talvez a CPI apure isso, foi evitar que, de repente, o terreno fosse para mãos de terceiros, sem a segurança jurídica de ocupação. Até porque, todos aqueles projetos, inclusive de criar uma espécie de cidade no distrito de Índios, com urbanização, avenidas e muito mais, sempre se constituíram algo fora da realidade.

Não faltaram planos mirabolantes para as imediações do terreno que motiva a CPI. Mas de prático não houve nada para tornar utilizável o espaço que o município paga R$ 60 mil por mês por longos 15 anos

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