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Daniel Lucena dois anos depois… em livro

EXATAMENTE DOIS ANOS DEPOIS DA ÚLTIMA VEZ DE VÊ-LO NO PALCO, DANIEL LUCENA RESSURGE NA VERSÃO ESCRITA

Era 20 de novembro de 2019, quando o Fort Atacadista inaugurou a unidade de Lages, que vimos pela última vez o cantor e compositor Daniel Lucena no palco. Ao lado dos colegas do Grupo Expresso lá estava ele na Concha Acústica da Praça Joca Neves. Exatamente 2 anos depois daquele show e menos de um ano de sua morte (ele faleceu em 16 de dezembro do ano passado), Daniel Lucena retorna a Lages, sua terra natal, em forma de livro.

SOBRE A OBRA

Felipe Rigon Borba (na foto abaixo) é psicólogo clínico, poeta e mestre em literatura pela UFSC e autor do romance Cíntia – a trigésima primeira: Vida e síndrome de Down (obra de 2013).

Através do tio, Júlio Rigon, conheceu o músico, compositor e cantor lageano. Foi em 2015 que teve a ideia de escrever um livro sobre o artista, ao assistir ao show do Expresso com a banda Dazaranha.

Algum caminho que me leve ao sul que dá nome ao livro, é trecho de uma das mais conhecidas músicas de Daniel Lucena, Nas Manhãs do Sul do Mundo. A obra será apresentada aos lageanos no sábado, dia 20, a partir das 7 da noite no Casarão Juca Antunes. Vale ler, vale ouvir. Vale manter viva a memória de Daniel Lucena!

OUTRO LIVRO QUE

TEM LAGES NO ENREDO

Já que o feriadão prolongado permite uma leitura mais calma, confira um pequeno trecho de outra obra – Almas e armas lageanas – que está sendo edificada, dos mesmos autores de Além do Continente das Lajens:

“…Retornando ao fato de que cada cidade possui locais sagrados de encaminhamentos de almas, Lages concentra todo o processo celestial no Morro Grande. Desde quando não existia escadaria e aqui viviam dinossauros e integrantes da tribo dos Homi do Céu, o Morro Grande é o ponto de subida. Consta que o referido local remete aos tempos que a área que atualmente é a cidade, constituía-se um vulcão. E quando o referido vulcão entrou em erupção, muitos seres acabaram perecendo. Assim, a subida ao mundo celestial aconteceu no ponto mais alto do lugar, superando a Cordilheira do Juca Prudente e o elevado do Tributo, nomes esses ressignificados mais recentemente, na era vulgar.

Observadores dessa transição relatam em seus manuscritos que muitas almas, ao tentarem fazer o caminho, acabavam olhando para trás durante a andança. E essa é uma regra absolutamente imperdoável porque tal olhar configura apego à vida terrena, resistência à transição. Desejo de se apegar às memórias das quais precisa se desprender. Daí que, na subida, tais almas, diante de comportamentos disformes acabavam por cair. Despencavam num enorme banhado situado nos fundos do Morro, cuja umidade foi reduzindo, formando um filete de água, tornando-se um rio. Por causa daquelas almas que mergulhavam morro abaixo, o filete de água e mais tarde rio, passou a ser chamado Caveiras“.

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