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Bastidores da vitória por 56 votos

ASSUNTOS FICARAM NUM CANTINHO ATÉ PASSAR A ELEIÇÃO

Houve alguns momentos tensos durante a campanha eleitoral para o candidato vitorioso, Antônio Ceron. Um desses momentos foi o episódio que envolveu o colega Daniel Goulart então na Clube FM. Jair Júnior e João Cardoso aproveitaram o episódio para tentar reforçar a rejeição a Ceron, naquela pregação de que o Gringo teria pedido a cabeça do comunicador.

SOBRE ISSO

Ceron não pediu para a empresa desligar ou afastar Daniel Goulart. E se o fizesse, não obteria êxito. Talvez em um outro momento, por razão diferente, poderia até ocorrer o desligamento, somando tal episódio isolado a outros. Mas nesses 22 anos atuando nesse grupo de comunicação não recordo de qualquer demissão por pressão política externa. E olha que, pela peleia, a gente acaba sendo um dos mais pressionados. Claro que existe alinhamento, pensar junto, seguir diretriz. Mas isso é linha editorial e não patrulhamento.

DO LADO DE FORA

Nos bastidores a gente acompanhou a chateação do empresário Roberto Amaral em relação à questão. “Espero que não tirem a gente para vilão desse episódio porque você é testemunha que não existe nada disso. O que queremos é sair dessa campanha como entramos, noticiando o processo eleitoral, sem qualquer envolvimento com este ou aquele lado”, disse-me o diretor presidente do Grupo, quando ‘estourou’ o assunto.

O QUE DISSE CERON?

No dia pós-live de Daniel Goulart conversamos rapidamente com Ceron. Ele mantinha a confiança na vitória e acreditava que a questão não lhe causaria a ruína em índices nas urnas. “Se chegarmos ao ponto das palavras de uma pessoa da imprensa decidir uma eleição, deixando o público entender uma situação que não é verdadeira (dele ter pedido para demitir o locutor), daí é só ir para casa”. Guardei essas palavras de Ceron.

CONTATO COM OS CANDIDATOS

Essa foi a campanha onde estivemos mais ausente dos bastidores. Inclusive quando chegavam notícias deste ou daquele lado, preferíamos deixar correr sem entrar no mérito. Nem release publicávamos. Qualquer palavra soava como tendência para este ou aquele lado. Com Lucas Neves trocamos duas ou três mensagens durante a campanha. Com Ceron no máximo quatro ligações e nada de conversa pessoal. Da mesma forma com Carmen Zanotto, pouca prosa. Conversei mais com ela na reta de chegada por causa da sua chateação com os ataques de Ceron e Lucas. Deu dó porque a gente sabia que não era aqui que a acusavam, de votar contra o auxílio emergencial.

A chateação dela vai passar, mas a mágoa de Carmen Zanotto pelo que chamou de baixarias na campanha, é muito grande. Tanto em relação a Lucas Neves quanto a Ceron. É do jogo, mas o estilo da deputada não é de enfrentar uma artilharia mais pesada.

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2 comentários para: “Bastidores da vitória por 56 votos”

  1. Creio que é o quinto ou sexto deputado federal que tenta ser prefeito de Lages e perde. De certo foi o último a desrespeitar o eleitor lageano.

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