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Energia solar nos prédios do TJ/SC

CONVÊNIO ENTRE O JUDICIÁRIO E CELESC PERMITE QUE O SISTEMA CREDITE ESSE TIPO DE ENERGIA, A PARTIR DE UMA USINA SOLAR INAUGURADA EM LAGES

Bem-vindo aos novos tempos também na geração de energia. O assunto é amplo, mas dos mais interessantes. Confira:

A Celesc efetuou a entrega técnica da primeira Usina Solar Fotovoltaica do seu parque gerador. Trata-se da Usina Solar Lages I com capacidade instalada de 1.000kW. A estrutura (foto acima) e foi implantada em um terreno na Avenida João Goulart, ali no caminho entre os bairros Jardim Celina e Pisani em Lages. A obra foi executada pela empresa Ecoa Energias Renováveis e teve investimento aproximado de R$ 4,6 milhões. 

O QUE DIZ A CELESC

Presidente da empresa, Cleicio Poleto Martins, observou que:

“O investimento em usinas fotovoltaicas é uma diretriz que consta no Plano Diretor da Celesc e tem sido um dos principais focos dos nossos esforços no que diz respeito à geração de energia. É uma enorme satisfação entregar a Usina Solar Lages I e contribuir com o desenvolvimento de Santa Catarina de uma forma moderna, limpa e sustentável’’.

SAIBA MAIS

No ano passado, a Celesc inaugurou um projeto piloto, a Usina Celso Ramos Solar, de microgeração (com capacidade 28 kWp), cuja energia produzida é utilizada pela própria Companhia. “A usina construída em Lages será a primeira de minigeração (>75kW) e a Celesc já trabalha em novas plantas deste tipo”, conta o diretor da Celesc Geração, José Carlos Ferreira. A obra em Lages teve início em julho deste ano. “As próximas etapas para o pleno funcionamento da Usina Solar Lages I, são os testes de comissionamento, que serão concluídos no início de 2023″, cita a gerente do Departamento de Engenharia e Projetos da Celesc Geração, Estela Christina Müller.

ONDE O JUDICIÁRIO ENTRA?

Vencida toda a etapa de testes, a energia gerada é injetada na rede da Celesc Distribuição, revertendo-se em créditos que serão transferidos ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina, por meio de convênio que foi assinado nesta segunda-feira, 19, em Lages. O convênio tem validade por 10 anos e, em linhas gerais, significa que parte da energia que o Poder Judiciário consumir em seus prédios em Santa Catarina tem como fonte a energia limpa do sistema fotovoltaico.

Assinatura dos termos do convênio entre Celesc e Tribunal de Justiça de Santa Catarina

ECONOMIA E ENERGIA LIMPA

“Esse modelo representa economia para o cliente que, com a compensação de créditos de energia, passará a pagar um valor menor em sua fatura. A redução de custo estimada é de cerca de 10% e ainda garante um consumo de energia de origem limpa e sustentável”, explica o gerente do Departamento de Novos Negócios, Paulo Alexandre Nunes. Após o primeiro ano de operação, as metas serão reavaliadas com base na medição da energia gerada pela usina e no histórico de consumo. O objetivo é adequá-la à sazonalidade e à intermitência da geração solar fotovoltaica. 

Desembargador Silvio Orsatto, representando o Tribunal de Justiça no ato com gestores da Celesc durante a inauguração dessa alternativa de energia limpa e sustentável gerada a partir de Lages

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