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Fiesc pede R$ 100 milhões para 282 e 280

RODOVIAS FEDERAIS FORAM AFETADAS PELAS CHUVAS E ENTIDADE VÊ PERNAS GIGANTES PARA A ECONOMIA DE SC

Se para o cidadão comum a dificuldade de deslocamento entre Florianópolis e o interior do Estado, via BR-282, gera transtorno, para a economia gera perdas. E essas decorrem da impossibilidade de escoamento, através de cargas ou no atraso de caminhões que enfrentam filas e espera na chegada e saída da Grande Florianópolis. E não é só a BR-282 que causa esse nó no setor produtivo. Por permitir acesso aos portos de Itapoá e São Francisco, a BR-280 gera ainda maiores perdas.

POR CAUSA DISSO…

A Fiesc enviou documento ao Ministério da Infraestrutura detalhando a situação vivenciada em Santa Catarina depois das chuvas, que afetaram a malha viária, e um pedido de R$ 100 milhões em caráter emergencial para investimentos nas rodovias BR-282 e BR-280. “Entendemos que este montante necessário pode ser maior ainda, pois vários outros segmentos rodoviários apresentam possibilidades de sofrer as consequências destes eventos climáticos extremos”, ressalta o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar no documento.

ARGUMENTO

A entidade empresarial lembra que as rodovias interditadas são “corredores logísticos estratégicos para Santa Catarina e o Brasil, com pujante atividade econômica e destaque para a indústria, comércio, serviços, agropecuária e o turismo – como também corredores de acesso à infraestrutura portuária catarinense, uma das mais importantes da América do Sul, em função da grande movimentação de contêineres”.

EM NÚMEROS

Conforme a Fiesc, o entorno dessas rodovias (BR-282 e BR-280) apresenta expressiva atividade econômica, com 107,6 mil estabelecimentos (setores industrial, comercial, serviços e agropecuário) que empregam juntos aproximadamente 1,3 milhão de trabalhadores, com PIB de R$ 156,9 bilhões (2019). As regiões, que congregam aproximadamente 3,4 milhões de habitantes, contribuíram, em 2021, para uma corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões e arrecadaram R$ 34,5 bilhões em tributos federais (2020) e R$ 14,3 bilhões em ICMS (2021).

O pedido da Fiesc é acompanhado por registros que evidenciam a situação complicada das rodovias, como no caso do Km 96 da BR-280 onde a pista foi interditada

Na BR-282, depois que as águas baixaram, o asfalto aparece danificado em vários trechos, exigindo intervenções de reparos urgentes

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